Às vezes eu me lembro do passado,
De como era feliz quando criança.
Talvez meu destino fora traçado
Antes mesmo de morrer a esperança,
Visto que a época, o tempo da infância
É tão límpido que não volta mais.
Hoje, aprecio tristonha a distância
E clamo por um pouquinho de paz.
Nasci no ano errado, na vida errada,
Nasci totalmente desesperada
Por... por umas longínquas liberdades!
Eu... Sim, Eu! Renasci bastantes vezes,
E sempre com algumas escassezes
Coabitando com as uberdades.
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Há nas folhas tamanha sutileza!
E as matas, e os bosques são tão perfeitos
Que reluzem nada mais que beleza!
Ah, os raios solares e seus efeitos...!
Afavelmente isolada do mundo,
A calma e rórida vegetação
- Talvez corriqueira por um segundo -
Aparenta enorme consolação.
E ver esse lago resplandecente
É saber, mesmo que suavemente,
Da serenidade que há na mudez.
É saber que haverá, sim, esperanças
Enquanto olhares de perseveranças
Mergulharem nesse lago outra vez.
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Antes fosse uma estrelinha
Ou até um simples planeta!
Jurei ter visto por meses,
Talvez por não ter luneta,
Um corpo celeste opaco
Menor do que uma caneta.
Quem dera fosse um cometa!
Nunca foi, nunca será.
É emissor de energia
Incapaz de desligar.
Estrela pense que fosse...
Como pude me enganar?
Estou sem acreditar!
Anotei na caderneta
Errôneas afirmações.
Fiz da tampa uma luneta
E vi que a luz cintilante
Na verdade era um planeta.
Simples igual a um cometa?
Muito pelo contrário!
Não, não é tão gradioso
Mesmo tendo um fuso horário.
Ah, confundi-lo com Júpiter
Foi mesmo, de fato, hilário.
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Crescente côncava,
pedaço de navio
perdido no mar,
quem te ensinou a naufragar?
Por onde anda
seu marujo?
Pelas bordas
das nuvens que se dissipam
com o vento
ou
pela garoa que molda o tempo
do Nordeste?
Olha
a onda gigante,
roda do leme não pode desviar.
Navio
sem marinheiro,
aguente a maré,
maré vai passar.
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Olá! Eu desativei este perfil, entretanto decidi reativá-lo e postarei os meus poemas por aqui mesmo.
Você não sabe quanto tempo você vai durar
E mesmo assim antecipará as horas?
Eu sei que o caminho não te fortaleceu,
Eu sei que a dor está vencendo,
Mas você simplesmente vai embora
Sabendo que me levará junto?
Não é justo.
Você sabe que não é justo.
Você pode ficar e continuar na batalha?
Você pode ficar e vencer a guerra?
Você ainda não perdeu,
Só está perdendo.
Mas pode vencer,
Mas pode ganhar.
Você pode ficar?
Daqui a três anos
Eu quero ainda estar ao seu lado.
Daqui a três anos
Eu quero ver o seu coração cicatrizado.
Daqui a três anos
Eu não quero te ver mascarado.
Você pode ficar e lutar por você?
Ou simplesmente vai embora
Sabendo que levará junto todos que te amam?
Você pode ficar e lutar por você?
Você pode ficar?
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Se devagar o tempo passa,
O céu permanece igual.
Nada fora do comum ou irreal
É como essa grande pausa.
Os ventos do sul atravessam
Todas as barreiras do norte (.)
Através do farfalhar da morte
A sua chegada revelam.
Os galhos balançam depressa...
Sim, sim, ela está com pressa...!
As folhas verdes caem ao chão
Como quem morre cedo demais
Sem conhecer ou viver a paz,
Apenas a angústia da solidão.
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No balanço do navio caótico
Sou alga, sou um ser higróbio
À mercê d'um mundo hipnogógico
No vai e vem do homem ignóbil.
Nos temidos (a)mares das vidas
Pranchas equivalem a trampolins:
São saltos sem direito à despedidas,
São pulos com inícios, meios e fins...
O horizonte é o encontro eternizado,
Além do martírio cicatrizado
Da distância entre dois mundos.
Aliás, é a ferida cicatrizada
D'uma marinheira casada
Com sentimentos profundos.
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Enganos, equívocos, descuidos,
Desacertos, deslizes, confusões...
Talvez sentimentos esquecidos
Causaram tão lúgubres ilusões.
Se o meu primeiro erro foi pacóvio,
O segundo erro foi sem intenções.
Já o terceiro deslize, ignóbil,
Visto que eliminei minhas emoções.
E, quando tudo tentei concertar,
Me vi perdida entre ir ou ficar...
...Optei por partir e não voltei.
Depós a morte, estou novamente
No mesmo lugar quando inocente
Chorando sobre o corpo que matei.
Obs.: Depós é o mesmo que após.
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"🎶 Nos contaram
sobre a dança dos planetas,
🪐🪐🪐
sobre os povos das estrelas
que iriam retornar...🎶"
☄🌌
...
As sombras
bailam
à minha volta
&
sussurram canções
nefastas
que ecoam
pelos
cômodos da casa.
A janela fechada
impede
a passagem
da iluminação solar,
☀️
o chão,
gélido,
não me faz congelar;
🧊
a languidez
tomou conta de mim.
Vagarosamente
levanto
e meus passos lentos
me levam ao sofá.
Sem café,
sem chá,
sem água,
sem livros.
Luzes apagadas,
casa vazia.
Se algum dia
pensei
que
finalmente
minhas tristezas acabariam,
eu estava errada.
Tombei
num sorriso,
cai
nos braços da poesia.
Hoje estou caída
nos braços
do sofá.
...Sem café,
sem chá...
...
Ah, Clarice...!
Já fugi,
já voltei
& nunca
me libertei
da dor.
Da dor de
nunca alcançar
uma nova liberdade.
Quando me tornei
assim?
Quando
esses buracos
tomaram conta de mim,
Clarice?
Ensina-me
a suportar isso,
por favor,
antes que a noite chegue.
A escuridão
sempre foi meu ponto fraco.
O céu estrelado,
a angústia,
a melancolia,
o vento apressado...
...
Help me...
...
A noite chegou
e com ela
a determinação.
Já não preciso
prender
a respiração,
meu peito
está vazio,
sem ar.
Ainda sinto
os fracos batimentos
cardíacos
no pulso,
embora
esteja
oco meu coração.
Olhei a hora
antes de sair
para não perder
o tempo.
⏱⏱⏱
A noite,
salpicada
de estrelas,
me convidou
para bailar,
e eu
aceitei o convite...
...
Acordei, Clarice.
Acordei sem a minha liberdade.
De volta,
me devolveram
à realidade.
Anoiteceu
e a casa
está mergulhada
na escuridão.
Continuo
jogada
ao sofá
sem café,
sem chá,
ouvindo a mesma
música
sem café,
sem chá...
"🎶 Nos contaram
sobre a dança dos planetas,
🪐🪐🪐
sobre os povos das estrelas
que iriam retornar...🎶"
☄🌌
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