Amores
Amores Estranhos Amores estranhos não chegam pela porta da frente. Entram de lado, sentam no chão da sala e mudam o lugar dos móveis da alma. Não prometem futuro, mas bagunçam o presente com uma precisão quase cirúrgica. São feitos de silêncios que falam e de ausências que abraçam. Não cabem em rótulos, nem em domingos previsíveis. Vivem de encontros improváveis, olhares que duram mais que beijos e despedidas que nunca se despedem direito. Amores estranhos ensinam sem querer ensinar. Doem sem pedir desculpa. E quando vão embora, levam algo que não sabíamos que era essencial. Talvez não sejam feitos para ficar. Mas são feitos para acordar. E isso… já é um tipo raro de amor.
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