Lufe @ml_n_n

Quadrilha solitária

Não finja que acabou, Que conseguimos seguir em frente. Você sabe que mentir Não ajudará a gente. Quando eu chorei em seu colo, Foi como se o fim já tivesse chegado, Mas você sabe que não. Não conseguimos abrir mão. Eu te amo como o vento gelado de junho me castiga Ao som de uma quadrilha. Eu te amo como o frio me invade, Como a pele congelada arde. Não deixe que as memórias Virem um mero borrão. Você sabe, assim como eu, Que não somos só uma canção. Somos mais do que cartas gastas Em uma gaveta maltrapilha. Escrevo outro poema, E o ponho no topo da pilha. Sua letra instalou-se em minha memória E nada a tiraria de lá. Eu não consigo deixar Tudo como está. Eu te amo demais Para desistir. Por favor, releia as cartas E me escolha, vamos fugir!

Comentários · 1

  1. rosa

    me fez lembrar da época em que escrevi para salvar "algo", foi desesperador...