Entre ecos e abismos
Entre as sombras do que já fui, vaga um eco, um grito mudo, um rosto pálido no espelho, mas... quem é ele? Quem sou eu? Os caminhos que desenhei na areia, se dissolvem sob o peso do tempo, o futuro, um vulto disforme, me pergunta o que quero — eu não sei. A felicidade, será miragem? Ou um fardo que finjo carregar? Nesse teatro de sorrisos e dores, me perco no papel que nunca escolhi. Há um abismo onde antes havia chão, um cansaço que cala o desejo, mas se o fim me chama em segredo, ainda busco — ao menos — entender o porquê. E quem sabe, no vazio do não saber, haja espaço para algo novo nascer.
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.