Sem luz.
Me afundo em mim, como quem cai em um poço sem fim, sem corda, sem grito, só o eco de um silêncio maldito. As paredes são frias, e têm o gosto de tudo que perdi. Nenhum som, nenhum passo, só a memória do que já vivi. Há dias em que respiro por costume, não por desejo. O mundo passa, e eu fico presa num tempo que não me quer. A esperança morreu em mim sem carta de despedida. Foi embora leve, como se minha dor não fosse o bastante pra fazê-la ficar. E eu sigo, não por força, mas por inércia. Sou corpo que anda, mas alma parada. Morta.
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