Eu não sei mais por onde começar contigo.
Talvez porque já comecei tantas vezes, e em todas as vezes terminnasse da mesma forma: indo embora, me abandonando.
Eu só queria que você tivesse ficado.
Uma vez. Só uma vez.
Que tivesse olhado pra mim e pensado:
“Ela vale o esforço.”
Mas tu não ficou.
E pior do que isso, nao pensou.
Você veio, saiu, voltou e saiu de novo… como se meu coração fosse um lugar que você pode visitar quando quiser, sem nunca precisar morar.
Eu não te odeio.
Mas te doeu em mim, sempre dói.
Doeu o seu silêncio, a sua ausência, a sua facilidade em ir embora como se eu fosse só mais uma coisa pra deixar pra trás...
Eu tentei entender.
Te defendi pros outros.
Me culpei por não ser o bastante.
Tudo que há em mim ainda chora por você.
Que ainda te procura nos sonhos.
Que ainda sente saudade de quando você me fazia rir, de quando teu abraço era o único lugar que parecia seguro.
Mas tem uma coisa que eu preciso dizer, porque essa mentira você já me contou várias vezes:
Você fala que “amar é deixar ir” — mas não é.
Amar não é deixar ir.
Amar é ficar.
É se comprometer.
É ter medo e mesmo assim segurar firme.
Amar é trabalhar junto nas dificuldades,
não fugir quando o coração aperta.
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Pobre coração,
que por amar demais,
esqueceu de se dar
o próprio perdão.
Que de tanta humilhação
sofre em silêncio,
e sem nenhuma compaixão
abraça o sofrimento.
Pobre coração,
acreditou no amor
mesmo quando do mesmo doía,
mesmo quando a alma
o pedia pra partir.
Insistiu nos laços
que já não prendiam,
regou jardins secos
que jamais floresciam.
Guardou cada ausência
como prova de afeto,
ignorando os sinais,
o vazio tão concreto.
Esperou por migalhas
chamando de banquete,
silenciou gritos
com um falso bilhete.
Pobre coração,
já nem sabe quem é,
se perdeu nas promessas
que o amor não deu fé.
Mas mesmo ferido,
ainda tenta bater,
num ritmo lento,
com medo de crer.
E quem há de culpar
essa alma cansada,
que só quis amar,
mas foi tão calada?
Pobre coração,
merecia abrigo,
merecia descanso,
mas morreu no próprio castigo.
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Me afundo em mim,
como quem cai em um poço sem fim,
sem corda, sem grito,
só o eco de um silêncio maldito.
As paredes são frias,
e têm o gosto de tudo que perdi.
Nenhum som, nenhum passo,
só a memória do que já vivi.
Há dias em que respiro por costume,
não por desejo.
O mundo passa,
e eu fico presa num tempo que não me quer.
A esperança morreu em mim
sem carta de despedida.
Foi embora leve,
como se minha dor não fosse o bastante pra fazê-la ficar.
E eu sigo,
não por força,
mas por inércia.
Sou corpo que anda,
mas alma parada.
Morta.
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Diz que me ama, mas sempre se vai,
Promete um pra sempre, depois desfaz.
Me deixa no meio, sem chão, sem ar,
Com palavras doces que sabem machucar.
Na cama, teu toque é outra canção,
Ali, o amor cala toda discussão.
Sem gritos, sem mágoa, sem dor,
Só pele, desejo e um resto de amor.
Teu corpo conhece o caminho de volta,
Mas teu coração parece que solta.
Fala de mim com saudade no tom,
Mas vive negando o que somos de bom.
É como se o mundo ali fora estragasse,
Aquilo que entre nós ainda arde e renasce.
Por que fugir se a gente se encaixa?
Por que negar o que o peito não disfarça?
Talvez você ame, mas tema tentar,
Prefira o vazio do que ter que lutar.
Mas saiba — amor não é só calmaria,
É furacão também, é noite e dia.
Se um dia decidir ficar pra valer,
Que não seja só pra me ter e esquecer.
Quero amor que não corra na contramão,
Quero corpo e alma, não só atração.
Nós temos tudo isso e mais um pouco. . .
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E eu fiquei aqui,
tentando aquecer um amor que já dormia em gelo.
Me iludi com promessas sopradas ao vento,
com teu "pra sempre" que durou tão pouco tempo.
Você se foi com a calma de quem não sente,
mas me deixou em pedaços, permanentemente.
E agora, tua ausência pesa mais que tua presença,
porque o que restou foi só lembrança em decadência.
Teu beijo na testa não foi cuidado,
foi despedida.
E eu entendi tarde demais:
teu amor por mim era só tua própria ferida.
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E você se foi de novo,
Me deixando no fundo do poço,
mas ainda sim,
falando que me amava.
Odeio suas verdades disfarçadas de mentiras. Teu último toque em mim foi um beijo na testa,
o beijo mais frio que senti.
Teu amor por mim esfriou igual temperatura no inverno...
Você não me ama, você ama ser amado.
Você foi um delírio pra mim,
um sonho bonito que a vida levou devagar.
Às vezes, fecho os olhos só pra te sentir de novo,
no cheiro do café, no vento que insiste em soprar.
Teu riso ainda ecoa nas paredes do meu peito,
e teu silêncio me grita quando tudo se cala.
Dói saber que o mundo segue sem teu abraço,
mas é no teu amor que minha alma se embala.
Se eu pudesse, fazia morada na tua lembrança,
só pra te encontrar toda vez que a dor apertar.
Porque mesmo sem te ver, eu te sinto em tudo,
como um delírio que nunca vai passar.
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Meu amor, por que brigamos tanto,
se na cama estamos de acordo?
Por que nossos desentendimentos do dia,
se calam nos nossos toques a noite?
Seu orgulho é espada afiada,
mas sua pele é abrigo.
As palavras se descarrilham
mas nosso amor, não.
Será que é só ali que nos entendemos?
Ou será que é ali que a verdade mora,
onde o desejo fala por nós
sem precisar pedir licença?
Brigamos por tão pouco,
mas nos pertencemos tão muito no silêncio do lençol.
Talvez o problema nunca tenha sido o amor —
só o medo de senti-lo fraco de novo.
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Você não deixou escapar o meu cabelo vermelho enrolado,
eles ficaram presos na tua memória,
nos teus dedos, nos teus sonhos.
Mesmo quando o silêncio fez morada,
meus cachos gritavam tua falta.
Você tentou me soltar de você —
mas amor de verdade volta,
e voltou no compasso exato,
quando o mundo já nem esperava.
E aqui estou, de volta no teu peito,
me encaixando no espaço que nunca deixou de ser meu.
Os vermelhos ainda continuam enrolados
mas agora com sua mão fazendo cafuné em minha cabeça,
Agora não fico mais todas as noites com saudade do teu toque.
Você não me deixou escapar.
Você só me permitiu voltar...
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Sua ausência me causou sequelas para toda a vida.
Sua ausência deixou um buraco enorme em meu peito,
um buraco vazio — o vazio mais pesado que já senti.
É o peso mais doloroso que carrego,
essa dor está implantada na minha alma.
Sua ausência é um fardo pra mim.
É indignante não poder compartilhar da mesma vida com você.
É torturante.
A pior dor do mundo: ficar sem chão.
Quando quem te deu a vida, perde a própria...
e tudo o que você consegue fazer é
"viver pela pessoa".
Porém, não é bem assim.
Ninguém merece viver com dor.
Estou pagando por todos os pecados que cometi...
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