Karen Coelho☆ @mesqueres

O fardo perene da condenação à lancinante desonra

Estiolas-te, nefando nos quintos Tu, flainando, rente aos plangentes De vestes cinéreas, vês os famintos E dás pancárpias às pravas nubentes Retraído e pávido, em infinda lazeira Iracundo e fátuo, por cá caminhavas Lançando escritos das moças à lareira E rias tu, outrora, mentres lanhavas Tu, ficas, assim, na mácula, eternado E uma escureza cinge a tua parvidade Inda que disponte o Sol, tu não o verás Nesse vasto confim, foste encarcerado Para meramente venerar a vacuidade Tão-só do mediocre e do mal te nutrirás Karen ☆

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