Marcas que ninguém vê
Carrego feridas que não se veem, cicatrizes bordadas no silêncio, rasgos que o tempo não costura, dores que ninguém toca, mas eu sinto. Sorrio por fora, mas dentro arde, cada palavra é lâmina fina, que corta devagar, sem pressa, até a alma ficar partida. Não há sangue, não há marcas, mas o peso é real, é vivo, como gritos que se escondem atrás de um peito sempre contido. Machucados invisíveis clamam, não por cura, mas por atenção, um olhar que entenda sem perguntas, um abraço que traduza o coração. Maria
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