Nu da alma
Quero ser vista não pelo que brilho, mas pelo que sou quando a luz apaga. Quero ser amada na minha espontaneidade crua, na simplicidade que não performa, no jeito honesto de existir... Que alguém enxergue o nu da minha alma sem pressa, sem medo, sem tentar me vestir de expectativas. Que me venere não como quem possui, mas como quem reconhece o sagrado no que é verdadeiro. Quero um olhar que atravesse a beleza e repouse no profundo, onde moram minhas dores, meus risos fáceis, minha forma inteira de amar. Assim como eu amo as pessoas pelo que são, sem moldes, sem correções, quero ser amada exatamente assim: inteira, imperfeita, real.
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