Marina Coimbra @marinacoimbra

Lar

Na noite em que te vi pela primeira vez, perdi até o ar, nervosa, mãos suando frio, sem saber como controlar. Mas você estava lá, do outro lado da rua, tão lindo, tão sereno a me esperar, um negrão de respeito, sorriso largo, presença pronta pra iluminar. Teu olhar brilhava mais que a cidade inteira, bem trajado, impecável, alma forte, essência verdadeira. E quando teus braços me envolveram, o mundo resolveu parar: me encaixei no teu abraço como quem volta ao próprio lugar. Teu perfume me tocou antes do toque real, teu riso abriu um mundo novo, quase surreal. No timbre da tua voz senti calma, fogo e destino, como se cada palavra tua já conversasse com meu caminho. Gentil, você abriu a porta do carro devagar, como quem diz sem dizer: “Deixa, que eu sei cuidar.” E no trajeto, teu carinho nas minhas mãos foi oração, foi afago, foi conexão. Jantamos, rimos, deixamos o tempo passar, e depois, naquela praça, deixamos a noite nos guiar. A lua estava linda, cúmplice da nossa emoção, teu beijo encontrou o meu com perfeita precisão. Cada toque teu reacendia algo em mim, cada beijo dizia “fica”, sem precisar de fim. E eu, entregue, viva, sem medo algum, senti que nossa conexão fugia do comum. Naquela noite, no teu abraço, no teu olhar, no luar, eu entendi o que o coração queria sussurrar: não era encontro, não era acaso, não era apenas beijo… era lar.

Comentários · 1

  1. Guilherme Daniel

    esse preto merece ler isso dele rs