Vale a pena?
Será que vale a pena? Se eu não escolher, qual será a minha sentença? E se eu escolher? O que me espera? O que eu quero? Qual é a minha vontade? Como se uma "pena" fosse conforme o meu querer. E se uma sentença viesse conforme o meu querer? Valeria cada esforço, cada renúncia, cada lágrima, cada raiva, cada desperdício de tempo, cada escolha errada, cada tempo perdido no ostracismo, cada jejum da vivência da realidade real. Hoje em dia tem isso: Realidade real ou realidade virtual? Prazer concreto ou prazer abstrato? Um olhar macio de um estranho ou um olhar inclemente de um chegado? Se bem que este chegado está mais pra estranho. E este estranho, um alguém bem familiar. Claro que é familiar! Pois há 20 anos atrás conheci alguém com o mesmo DNA. Acontece que a gente só valoriza certas coisas quando perde. O que de fato vale a pena perder? O que de fato vale a pena reter? Pelo que vale a pena sofrer? Por quem vale a pena viver? Quando a morte chegar, eu terei de fato vivido? Ou apenas sobrevivido? Ou nem isso, teria eu apenas existido?
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