Foto de Amanda

Amanda

@mandita_rj · desde 2020

3 poemas 9 seguidores 13 seguindo

Seguir
Drama

Vale a pena?

Será que vale a pena? Se eu não escolher, qual será a minha sentença? E se eu escolher? O que me espera? O que eu quero? Qual é a minha vontade? Como se uma "pena" fosse conforme o meu querer. E se uma sentença viesse conforme o meu querer? Valeria cada esforço, cada renúncia, cada lágrima, cada raiva, cada desperdício de tempo, cada escolha errada, cada tempo perdido no ostracismo, cada jejum da vivência da realidade real. Hoje em dia tem isso: Realidade real ou realidade virtual? Prazer concreto ou prazer abstrato? Um olhar macio de um estranho ou um olhar inclemente de um chegado? Se bem que este chegado está mais pra estranho. E este estranho, um alguém bem familiar. Claro que é familiar! Pois há 20 anos atrás conheci alguém com o mesmo DNA. Acontece que a gente só valoriza certas coisas quando perde. O que de fato vale a pena perder? O que de fato vale a pena reter? Pelo que vale a pena sofrer? Por quem vale a pena viver? Quando a morte chegar, eu terei de fato vivido? Ou apenas sobrevivido? Ou nem isso, teria eu apenas existido?

Continuar lendo
Carinho

Carinho

Amor de longe benzinho, É favor não me querer benzinho dinheiro eu não tenho benzinho, Mas carinho eu sei fazer até demais. Esse sentimento só cresce, Quando passamos por horas longas, E tu não vês o quanto me afeição cresce, Quando te imagino me fazendo sua canção. Sonho com o teu abraço, Pra me acalentar e me aquecer, Com o teu toque, tão suave e tão bom, Que me trás a tão desejada paz. Enfim, eu não tenho o que oferecer, Mas meu amor não tem preço, Tudo o que é teu, eu quero guardar, Num lugar onde se encontra toda a calma e beleza. Texto criado utilizando o agente inteligente do Meu Poema App! (Primeira parte é um trecho da música Quixabeira do Carlinhos Brown)

Continuar lendo

Me Curar de Mim - Flaira Ferro

Sou a maldade em crise Tendo que reconhecer As fraquezas de um lado Que nem todo mundo vê Fiz em mim uma faxina e Encontrei no meu umbigo O meu próprio inimigo Que adoece na rotina Eu quero me curar de mim O ser humano é esquisito Armadilha de si mesmo Fala de amor bonito E aponta o erro alheio Vim ao mundo em um só corpo Esse de um metro e sessenta (o meu, 1,71) Devo a ele estar atenta Não posso mudar o outro Eu quero me curar de mim Vou pequena e pianinho Fazer minhas orações Eu me rendo da vaidade Que destrói as relações Pra me encher do que importa Preciso me esvaziar Minhas feras encarar Me reconhecer hipócrita Sou má, sou mentirosa Vaidosa e invejosa Sou mesquinha, grão de areia Boba e preconceituosa Sou carente, amostrada Dou sorrisos, sou corrupta Malandra, fofoqueira Moralista, interesseira E dói, dói, dói me expor assim Dói, dói, dói, despir-se assim Mas se eu não tiver coragem Pra enfrentar os meus defeitos De que forma, de que jeito Eu vou me curar de mim? Se é que essa cura há de existir Não sei. só sei que a busco em mim

Continuar lendo