Amanda @mandiie
Poema

Marasmo

O cheiro de café e pão Vindo da cozinha Invade o meu olfato Desperta-me de sonhos E odores ferinos. Quanto ao Sol irrompendo As frestas da janela E o badalar dos sinos Duma velha igrejinha, Que no morro, entre aranhas e morcegos Vai permanecendo E os comerciantes, Abrindo as portas de suas instalações Causando frenesim Entre lojas, armazéns, alfaiatarias... Crianças pela rua Brincam de Cinco-Marias... Ao logo do cais, Barracas em diversas formações: Legumes, grãos, farinhas... Atraem olhares acanhados O bramido dos feirantes Mediante, necessitados Se afreguesam das iguarias.   E assim se passam os instantes Na cidadezinha do Porto. À casa se vão, Recolhidos num sono absorto Dos serviços do seguinte dia. (Escrito em 22 de janeiro, 2020)

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