Minha boca cala a sua
Deitados na sala.. fria
Namorados da mesma rua.
Duas almas ligadas
Desejo o céu beijando sua boca
O olhar revela as palavras, não faladas.
Deslizo meu dedo em seus lábios
Fecho os olhos em sintonia com os seus
Cruza uma estrela, pedidos aos sábios.
A noite penso em nós dois
Imagino um livro aberto ao vento..
Seremos o antes, o agora e o depois.
Ela debruçada em meus braços
Ao som de um Mpb..
Transpira meu corpo em seus traços.
Ela suspira serenamente
Lhe causo arrepios, até seu corpo desvestir
Que esse momento seja eternamente.
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Posso estar sozinho
Posso não enxergar a luz
Há vestígios no caminho
Qual dos ventos que me conduz?!...
A noite a luz ficará acesa
Contarei minutos por segundos
As horas voando e um vinho sobre a mesa
E minha lúcidez em dois mundos.
A cada estalo de talo quebrando
Páginas lidas do velho livro lido
No passo do gato, só imaginando..
Se comeria o fruto proibido.
Em acordes com a chuva, uma canção
Escuto de longe um violino
Que envolve a alma, sensação
Quem será o regedor, um menino?!!
Um mistério, canta a mãe da lua
A revelação, sozinho na noite
Posso ver ela! Sua boca nua!!
A solitude nada mais do que, um açoite.
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Vê esse barco a vela?!
Então.. embarque nele
E deixe o vento conduzir.
Se possível conte as estrelas
Quando a noite chegar
Verás o céu entorno do mar.
Entre o medo e o segredo
Forma-se uma ponte
Quem tem medo, as vezes é quem sabe mais.
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Entre olhares e sorrisos
Abraços apertados e beijos doces
Há toques e sensações
Calor e emoções..
...
Entre dois, um se perde (ou os dois)
Em um simples olhar (que tira a lúcidez)
Ali sai um sorriso de canto(que fascina)
Ali os pés perdem o chão..
...
A emoção entorna o coração
Ali duas almas se atam(arrebatadas)
Ali flui um inocente amor
Como de duas crianças.
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Como queria que esse momento
Fosse efêmero.. (apesar que parece ser)
Como queria sentir o toque do sol
O abraço da chuva
E o calor da mesma boca
Nunca beijada.
Como queria voltar a sorrir
Apesar de não achar mais graça
Como queria voltar a voar
E cantar e dançar na chuva..
Sabe, as vezes o que mais precisamos
É de um lugar (as vezes distante)
E de um espelho, para olhar nos olhos
E dizer: calma! Respira..
As vezes ficar "só" faz bem..
Só de ouvir o silêncio
Em dias de trovões
A alma exala paz..
(É bom se molhar na chuva sabia!?)
Tudo passa, tudo é fase
Se tudo passa, então tomara que ela
Seja o meu nada(que na verdade é meu tudo)
Se tudo é fase, eu já zerei esse jogo
Que se chama vida.
Bebo da vida
Tenho sede demais
Quero olhar pro céu e dizer:
Poxa.. que azul maravilhoso!!
Não quero nada mais
A não ser um belo dia
De céu azul e bolhas ao vento
E um simples sorriso, o dela!.
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Aquilo me dominou desde o início
Mas, eu achava que o vício não era meu vício
Porém, já estava no fundo do precipício.
Elos a me cativar sobre o breu da enxovia
No corpo, açoites e vestígios
Na alma, fé e prodígios.
Um escravo do próprio corpo
Até quando chorarás no escuro!?
Até quando terás medo de escalar o muro!?
Ainda crês que há água na fonte!?
Consegue ver o brilho das estrelas!?
Do vício ao precipício, cruzastes a ponte.
Hoje exoras socorro nesse abismo profundo
Clamas por uma mão manumite
Acode-me ó Criador e dono do mundo.
Uma alma entre o inferno e o céu
Mesmo não tendo causa e defesa
Um corpo em julgamento, foi réu.
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Veja! Aquele navio de portugueses
Que chegaram e disseram de punhos cerrados: Descobrimos.
Veja! Há homens pintados e de tangas!
Olha! Veja sua cor! Como a noite..
Como que descobriram o que já tinha habitantes?
Veja os belos índios!
Como pode com falsas oratórias ludibriar
Aqueles inocentes, que não sabem pegar em arma de fogo!?
Pobres índios, escravos do trabalho e da enganação dos "governos" portugueses.
Pinta seu corpo, já pintado com o vermelho de seu sangue derramado.
Perderam sua cultura, massacrados pelos os "heróis" rapinantes.
Porque choras cacique?
Choras porque perdeu suas tribos por falácias.
Porque choras pajé?
Choras porque suas culturas foram findadas por calças e armas de fogo.
Sua cultura, a natureza o seu deus.
Suas riquezas, o rio, as ervas e o sol.
Suas flechas, para defender a pátria.
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Em um quarto frio
Sobre os cantos
Gritos do vazio
Descalço
Sobre o chão frio.
Sobre o escuro
Uma luz que penetra
Pela a falha de uma telha
Que é o fulgor do sol.
Pensamentos a voar
Pés sem sair do lugar
De olhos abertos acordado
Sonhos sonhar.
O silêncio grita como morcegos
É penetrante como estralos de vidros
Beijo a boca calada do silêncio
Essa paz que flui, flui sobre os ecos do silêncio.
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Entre beijos e beijos
Toques e toques..
Há marcas no corpo
Vestígios da noite passada..
A lua de olhos abertos
A janela aberta de cortina fechada
O clarão do luar, sobre o quarto escuro
A banheira pronta, espumas ao corpo nu..
Beijos e toques molhados
Um copo de vinho misturado a boca dela
Marcas de batom violeta em meu pescoço
Sua alma nua ligada a minha..
Amor molhado
Nuvens de desejo se deságua na banheira
Com o tocar de lábios
Nos envolvendo de calafrios..
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Era uma tarde nada qualquer
Um senhor não muito de idade
Me parou de frente pro mar
Sobre a fria areia, me cumprimentou
Não com um aperto de mão
Mas com uma pequena fala, que era de grande importância..
Ele começou a falar, e eu como novo de idade
Comecei a atentar em que falava.
Subitamente entramos no mesmo barco
Sobre o superfície do mar de emoções..
Ele me contava sobre a vida, e sobre a beleza da criação.
E imediante as suas palavras, eu admirava as águas sendo limitadas pelo braço do vento..
Ele falava eu escutava, as vezes eu complementava!
Ao terminar o nosso não planejado diálogo
Aquele senhor de voz sagaz
Me agradeceu tanto por aqueles minutos de diálogo que tivemos..
Em seu semblante pude notar que, estava maravilhado por poder ter alguém com quem dialogar lhe dando atenção, mesmo nesses dias difíceis de hoje, em que não há mais um diálogo sem segurar o tempo.
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