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Luiz Alberto

@lula_2020 · desde 2020

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Ternura

Namorados da mesma rua

Minha boca cala a sua Deitados na sala.. fria Namorados da mesma rua. Duas almas ligadas Desejo o céu beijando sua boca O olhar revela as palavras, não faladas. Deslizo meu dedo em seus lábios Fecho os olhos em sintonia com os seus Cruza uma estrela, pedidos aos sábios. A noite penso em nós dois Imagino um livro aberto ao vento.. Seremos o antes, o agora e o depois. Ela debruçada em meus braços Ao som de um Mpb.. Transpira meu corpo em seus traços. Ela suspira serenamente Lhe causo arrepios, até seu corpo desvestir Que esse momento seja eternamente.

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Qual dos ventos

Posso estar sozinho Posso não enxergar a luz Há vestígios no caminho Qual dos ventos que me conduz?!... A noite a luz ficará acesa Contarei minutos por segundos As horas voando e um vinho sobre a mesa E minha lúcidez em dois mundos. A cada estalo de talo quebrando Páginas lidas do velho livro lido No passo do gato, só imaginando.. Se comeria o fruto proibido. Em acordes com a chuva, uma canção Escuto de longe um violino Que envolve a alma, sensação Quem será o regedor, um menino?!! Um mistério, canta a mãe da lua A revelação, sozinho na noite Posso ver ela! Sua boca nua!! A solitude nada mais do que, um açoite.

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Céu no mar

Vê esse barco a vela?! Então.. embarque nele E deixe o vento conduzir. Se possível conte as estrelas Quando a noite chegar Verás o céu entorno do mar. Entre o medo e o segredo Forma-se uma ponte Quem tem medo, as vezes é quem sabe mais.

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Ternura

Olhares e sorrisos

Entre olhares e sorrisos Abraços apertados e beijos doces Há toques e sensações Calor e emoções.. ... Entre dois, um se perde (ou os dois) Em um simples olhar (que tira a lúcidez) Ali sai um sorriso de canto(que fascina) Ali os pés perdem o chão.. ... A emoção entorna o coração Ali duas almas se atam(arrebatadas) Ali flui um inocente amor Como de duas crianças.

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Efêmero

Transiente

Como queria que esse momento Fosse efêmero.. (apesar que parece ser) Como queria sentir o toque do sol O abraço da chuva E o calor da mesma boca Nunca beijada. Como queria voltar a sorrir Apesar de não achar mais graça Como queria voltar a voar E cantar e dançar na chuva.. Sabe, as vezes o que mais precisamos É de um lugar (as vezes distante) E de um espelho, para olhar nos olhos E dizer: calma! Respira.. As vezes ficar "só" faz bem.. Só de ouvir o silêncio Em dias de trovões A alma exala paz.. (É bom se molhar na chuva sabia!?) Tudo passa, tudo é fase Se tudo passa, então tomara que ela Seja o meu nada(que na verdade é meu tudo) Se tudo é fase, eu já zerei esse jogo Que se chama vida. Bebo da vida Tenho sede demais Quero olhar pro céu e dizer: Poxa.. que azul maravilhoso!! Não quero nada mais A não ser um belo dia De céu azul e bolhas ao vento E um simples sorriso, o dela!.

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Elos das mãos

Aquilo me dominou desde o início Mas, eu achava que o vício não era meu vício Porém, já estava no fundo do precipício. Elos a me cativar sobre o breu da enxovia No corpo, açoites e vestígios Na alma, fé e prodígios. Um escravo do próprio corpo Até quando chorarás no escuro!? Até quando terás medo de escalar o muro!? Ainda crês que há água na fonte!? Consegue ver o brilho das estrelas!? Do vício ao precipício, cruzastes a ponte. Hoje exoras socorro nesse abismo profundo Clamas por uma mão manumite Acode-me ó Criador e dono do mundo. Uma alma entre o inferno e o céu Mesmo não tendo causa e defesa Um corpo em julgamento, foi réu.

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Heróis rapinantes

Veja! Aquele navio de portugueses Que chegaram e disseram de punhos cerrados: Descobrimos. Veja! Há homens pintados e de tangas! Olha! Veja sua cor! Como a noite.. Como que descobriram o que já tinha habitantes? Veja os belos índios! Como pode com falsas oratórias ludibriar Aqueles inocentes, que não sabem pegar em arma de fogo!? Pobres índios, escravos do trabalho e da enganação dos "governos" portugueses. Pinta seu corpo, já pintado com o vermelho de seu sangue derramado. Perderam sua cultura, massacrados pelos os "heróis" rapinantes. Porque choras cacique? Choras porque perdeu suas tribos por falácias. Porque choras pajé? Choras porque suas culturas foram findadas por calças e armas de fogo. Sua cultura, a natureza o seu deus. Suas riquezas, o rio, as ervas e o sol. Suas flechas, para defender a pátria.

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Ecos do silêncio

Em um quarto frio Sobre os cantos Gritos do vazio Descalço Sobre o chão frio. Sobre o escuro Uma luz que penetra Pela a falha de uma telha Que é o fulgor do sol. Pensamentos a voar Pés sem sair do lugar De olhos abertos acordado Sonhos sonhar. O silêncio grita como morcegos É penetrante como estralos de vidros Beijo a boca calada do silêncio Essa paz que flui, flui sobre os ecos do silêncio.

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Alma nua

Entre beijos e beijos Toques e toques.. Há marcas no corpo Vestígios da noite passada.. A lua de olhos abertos A janela aberta de cortina fechada O clarão do luar, sobre o quarto escuro A banheira pronta, espumas ao corpo nu.. Beijos e toques molhados Um copo de vinho misturado a boca dela Marcas de batom violeta em meu pescoço Sua alma nua ligada a minha.. Amor molhado Nuvens de desejo se deságua na banheira Com o tocar de lábios Nos envolvendo de calafrios..

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Vida

Efêmero diálogo

Era uma tarde nada qualquer Um senhor não muito de idade Me parou de frente pro mar Sobre a fria areia, me cumprimentou Não com um aperto de mão Mas com uma pequena fala, que era de grande importância.. Ele começou a falar, e eu como novo de idade Comecei a atentar em que falava. Subitamente entramos no mesmo barco Sobre o superfície do mar de emoções.. Ele me contava sobre a vida, e sobre a beleza da criação. E imediante as suas palavras, eu admirava as águas sendo limitadas pelo braço do vento.. Ele falava eu escutava, as vezes eu complementava! Ao terminar o nosso não planejado diálogo Aquele senhor de voz sagaz Me agradeceu tanto por aqueles minutos de diálogo que tivemos.. Em seu semblante pude notar que, estava maravilhado por poder ter alguém com quem dialogar lhe dando atenção, mesmo nesses dias difíceis de hoje, em que não há mais um diálogo sem segurar o tempo.

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