Cemitério de fato
Aqui jaz Seu último sob altar, Pela frente, escuridão total. Morto. Ainda sinto o aroma das flores As flores, o perfume forte sem vida, Se exala... como eu, Mórbidas em meu leito Assim como as coroas Que me deixaram como compania, Por fim... As portas não se abrem; O bleu sobre mim é frio e injusto, A solidão posa sobre a mesa; dá um ar de infinito desperdício. Oh Deus! Só lamento Aqui não tem julgamento, a vida passou tão rápido... Não senti as estrelas que no céu pensava Em me buscar, Então!... Sinto algo me devorando por dentro, O calor que me aquecia, agora talhou morno a imundice da feição. Meu sorriso virou careta, os dentes ruge no canto do céu da boca, A face esquelética prende o ar que entrava fluindo, o sabor de barro apodrecido infesta sobre a língua espremida. Aqui perdido, esquecido feito uma navalha apodrecida, jaz sem sentido e sem lembranças, minha alma soprou pra outros ventos no universo, já não faz mas o privilégio de outrora, Hoje em morte nem mais se alembra, daquela vida que em mim foi regada. Por assim dizer o que resta, Nada, nada e nada.💀
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