Aqui jaz
Seu último sob altar,
Pela frente, escuridão total.
Morto. Ainda sinto o aroma das flores
As flores, o perfume forte sem vida,
Se exala... como eu,
Mórbidas em meu leito
Assim como as coroas
Que me deixaram como compania,
Por fim...
As portas não se abrem;
O bleu sobre mim é frio e injusto,
A solidão posa sobre a mesa; dá um ar de infinito desperdício.
Oh Deus!
Só lamento
Aqui não tem julgamento, a vida passou tão rápido...
Não senti as estrelas que no céu pensava
Em me buscar,
Então!...
Sinto algo me devorando por dentro,
O calor que me aquecia, agora talhou morno a imundice da feição.
Meu sorriso virou careta, os dentes ruge no canto do céu da boca,
A face esquelética prende o ar que entrava fluindo, o sabor de barro apodrecido infesta sobre a língua espremida.
Aqui perdido, esquecido feito uma navalha apodrecida, jaz sem sentido e sem lembranças, minha alma soprou pra outros ventos no universo, já não faz mas o privilégio de outrora,
Hoje em morte nem mais se alembra, daquela vida que em mim foi regada.
Por assim dizer o que resta,
Nada, nada e nada.💀
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Sol sobre a montanha
A esquentar o chão,
Corre um riacho no leito
Das pedras do sertão.
Respiro um ar singelo
Com sabor manjericão,
E o vel que vêm formando
Sob a brisa de paixão.
Meu canto, meu aconchego
Minha maior inspiração,
De sorte eu tenho a vida
Mais astuta no verão.
Quebramos a corrente
De qualquer enganação,
Supero meus limites
Minhas raízes, meu quinhão.
Adormeço nessa tarde
Sem maior preocupação,
Vou sentindo, vou vivendo
No pulsar do coração.
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Parada; refletida ao sol,
Ardendo seus botões
Em cada raio que paira.
Ventania que assopra o calor
Ventila um aroma de amor
"Ameniza as dores".
Espera a noite chegar,
Com as estrelas a de compartilhar,
O encanto que se aflorou.
A grama daninha
Malvada que por si só,
Quer lhe roubar a virtude.
Sobe sobre a flor
Que nesse calor dos inferno, "afrouxou",
Murchou tuas pétalas.
Ohh! meu olhar, que pena!
Não consigo mais vê-la,
Onde está tua beleza.
Desculpe-me!!!, perdi de sua estação
Não vejo outra solução,
Vou apagar, desenhar outro ambiente.
Sozinho, com o coração partido
Abri espaço no chão
Vou plantar solidão, até você voltar.
Olhando por mim
Sinto assim reagir, ohh que máximo!!!
Sementes estão por toda parte.
Fim@.
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Por cá estou só,
Eu e meus pensamentos;
A idade vai passando e junto vai levando
As tristezas e as mágoas.
Há uma estrada na vida
Em que passamos por ela,
Carregando tudo que entra por nosso caminho.
Não sabemos descartar as malas que só fazem pesar o nosso trajeto.
No fim dos percalços nos sentimos cansados, fatigados de suor e lágrimas,
Não damos importância ao nosso envelhecimento, e envelhecemos mau.
Sem amor, sem afeto e por fim sentimos que não fomos mais do que meros objetos.
Na juventude sadia e herdeira,
Levamos por essa estrada chamada de vida
As mais mortais das bobagens, falta de senso, de noção, da razão e o da escolha.
Escolher é um risco que se paga caríssimo se não for bem acertado.
Cada pedra que deixamos pra trás, dela trazemos um fiasco, onde se ajuntar, dará uma montanha de marasmo.
Nunca duvide da brisa leve, ela te leva onde é presciso, percorra seu tempo e o respeite,
Ele é o livro da vida, nunca duvide.
Não cante a canção antes do tambor soar,
Cada melodia tem seu tom, sua hora vai chegar!
Em meio aos versos,
Aos poemas já descritos,
Há tantas tristezas que descubro brotar de cada peito, cada qual do teu jeito escrito, a jorrar.
Lastimas que se erguem nas erguias encostas,
Onde o vento se abraça comigo e me diz "meu amigo", a vida por aqui não mais volta.
Segue-te teu caminho, a luta é severa,
Mas um dia a de vencer.
Obstáculos são para os fortes e esses reinarão para a glória eterna.
Fim.
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Olhe essa patifaria
Cinema como qualquer setor visa o lucro.
E se aproveitam dessa massa abominável
De pessoas incultas para se auto promoverem.
Esses heróis estão mais para canalhas,
Surreal e destrutivos.
Poderes banais que em um sopro destroem a humanidade.
A heróis que a defendam,
Que embaixo dessa catástrofe destrutiva.
Se deram a estar um amontoado de corpos fantasmas.
O mundo virou um objeto nas mãos dos criadores dessas aberrações,
E na mente de milhões de imbecis.
Onde está a arte que realmente embeleza a vida?
A realidade dos sentimentos ?
Os gestos que adoça o parâmetro perdeu lugar pela magia insaciável das mentes mirabolantes.
No início não vou negar que até havia um certo glamour,
Por agora virou uma desenfreada e parafernalia história sem sentido.
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A Árvore
Olho para este ser sublime,
vejo suas raízes profundas e robustas,
buscando o alimento farto
que mata a fome e sacia a sede dos galhos.
Olho as folhas verdes e salientes,
aflorando por todo o alpendre,
dando mais beleza e vigor
àquelas pousadas do interior.
O sol bate, a fotossíntese acontece,
trago um broto da roseira
para dar perfume ao luar.
Sob a sombra, meu respiro,
viajando entre livros,
escuto os pássaros a cantar.
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Dança para mim
Como as chamas estremecem o frio;
Me aquece, enlouquece.
Seu sopro ardente, indecente... flui;
Passo a depender da inocência
Aquela ma influência que me atiça,
Calor flamejante
Olhar atiçando meu instinto selvagem.
Parece canibalismo,
A fome como te olho
O sabor de desejo
Em que me habito na sua tenda.
Se os gemidos formassem palavras
Os espaços recriaria poemas eróticos
Dá qual não sei escrever
Só mesmo sentindo tamanho prazer.
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Venho de um futuro sombrio
Alertar sobre a humanidade,
Seu filhos sendo escravos
De uma chegada irmandade.
Eles vêm de todas as nações
Embriagados de poder por sua alma,
Suicídios não aliviará em nada
Eles usurparam de tuas asas.
Escravizados por máquinas robôs
Que nós mesmos criamos,
Olhos de fogo, postos em chamas
Cada ser será marcado, e cada qual terá o teu trabalho (forçado).
A liberdade será bloqueada
(*cérebro chips*)
Deste mundo não se leva nada,
Pois em vida também não possuirá ... .
Nada, nada e nada.
Mantendo ilusão,
Estamos presos a seus sistemas
A sociedade não caminha
(Ela voa em sua tirania.)
Alguém consegue saber o valor
De nossas decisões.
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Deixei as leituras
por redes sociais.
Deixei as poesias
por vídeos rasos.
Que de social
não vejo nada.
Você fica deprimido,
triste
e se sente só.
Você fica inculto,
burro
e sem noção.
Às vezes tenho vergonha.
Vergonha de mim.
Vergonha do que me tornei.
Troquei Álvares de Azevedo
por vídeos banalizados do TikTok.
Troquei o Romantismo
por idiotismo.
Troquei o Parnasianismo
por paranoia.
Ai, Deus...
não só eu.
O mundo anda cada vez pior
e atravessa
o caminho da gente.
Coloque fogo, queime tudo
Minha memória virou cinzas.
Cinzas virtual.
-...-○●□}~`°
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POEMA BOBO
Olhos fechados,
Cansados, exaustos,
Depois desse dia de regaço,
Que me dispus a trabalhar.
Tenho, por vezes,
Vontade de água e sombra fresca,
Mas não me vem o fruto
Sem o suor do trabalho,
Sem a pele ressecada pelo sol.
Noites passadas em claro,
Sobre intensa preocupação,
De que as contas vão chegar
E o dever de acertá-las
Terá que encontrar solução.
Mas peço a Deus força,
Sabedoria para aguentar
Essa luta árdua,
Que todo dia tenho que bravar,
Para não deixar em casa
Nada faltar.
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