Silêncio da manhã
Sinto falta de verbalizar saudade. Não há quem ouça ainda o meu verde chamado. Como queria ainda ter-te aqui ao lado! O tempo passa, mas não cura nem metade. Pela manhã, a voz que brincava já não faz, e aqueles sons que não despertam mais meu dia. Não tem mais filmes enquanto você dormia, o que ficou marcado não some jamais. E, portanto, tento escapar em fantasia. A cada mais que lembro e sinto, novo dano, mesmas memórias viajando a outro ano. “A ordem é pra marchar”, você sempre dizia.
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