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Pablo H Rosa

@livingfailure23 · desde 2025

wattpad: @Livingfailure23 Instagram: @chinaskinarua

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Adeus, Sofia

Corro, então, a favor do tempo, do vento, do pensamento. Em um baú do passado, guardo um único lamento. Fiz do agora um novo dia, danço a dança de Sofia. Entre o caos e o sentido, me refaço — renascido. Cansado do gosto amargo e gasto, quero o mel mais doce. Dormir o sono do justo, como inocente fosse. Instagram: @chinaskinarua

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Recomeço

Até aqui a estrada foi amarga, Não se vence toda batalha. Quebrado, sim — e talvez louco. É a hora de um novo começo. Carrego a dor como estandarte, existe tempo — nunca é tarde. Vou resistir e ser criança. Do que sofri, quero a lembrança. Ergui da queda em voz ativa. Quem me acha fraco, não sabe nada. Do abismo, trago a prova máxima: Enquanto houver música, nossa dança não para. Instagram: @chinaskinarua

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Sínodo

Sente o beijo do leproso no pescoço — a pequena morte que antecede o gozo; perfume para os pés, banquete para poucos. Aceita o conhecimento do louco: a soma do saber entristece a todos. Saiba que sou interdito, proibido do ofício litúrgico; um corpo que sangra no presbitério. Sente o calor do ato sagrado, o prazer da culpa e do profano. O sacrário dourado guardou um segredo — nenhum diácono viu meu sínodo cadavérico. Instagram: @chinaskinarua

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Apotropaico.

Eu, amo de um jeito arcaico, com cuidado apotropaico. E, se um dia a sorte virar, te guardo em meu patuá. Instagram: @chinaskinarua

Poesia

Entre rios.

Fiz morada entre rios de duas cores, estou sujeito aos seus humores. Cavei canais até nossa casa, semeei na terra grãos e palavras. Brotou do solo algo fértil, rico em cores e odores. Desceu do céu algo débil, e transformou tudo em horrores. Ontem o rio transbordou em dilúvio, hoje secou e fez pó meu mundo. Ontem a água fluiu através do canal, hoje matou tudo com sal e metal.

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Poema

Menino.

E eu que sou menino, genioso e impulsivo, guardo pra ti um sorriso mesmo nos dias mais sombrios.

Poesia

Singularidade

O que são as paredes da consciência, se não uma prisão? Não aceito suas regras escritas em pedra. Não aceito suas correntes em minhas pernas. Não — irei ser explosão e expandir para além, para além do infinito. Apagarei Zeta Reticuli do mapa. Romperei os limites dessa galáxia. Desvelarei a farsa. E nada mais vai me conter. Nenhuma linha diz que medo é parte do contrato.  Eis um novo fato: Mudarei as cláusulas do pacto.  Feito o exército vermelho; Primeiro resistir depois — tomar Berlim. Vou lutar até o fim Vou fluir. Sem desculpas por existir. Sim — vai ser assim. Suas mentiras não vão apagar a singularidade em mim.

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Poema

Contra todos.

Eu sinto tudo e tudo me afeta, o que mais posso ser além de poeta? Às vezes dói o peito, a garganta aperta. E você não é bem vindo na minha festa. E por mais que o mundo não esteja comigo Isso não significa que eu esteja errado. Sou assim: Irredutível no que acredito. Destinado a ser bandido e clandestino. "Hay que endurecerse pero sin perder la ternura" Só abaixo as armas quando Selena me abraça, quando a ruiva conta uma piada, quando Mayumi prova(va) que me é mais esperta, ou quando a Laura usa lingerie de renda.

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Poesia

Cansei

Cansei de dar tudo pra gente ruim, agora vai ser assim; Todos os perdões que te cedi, eu vou pegar pra mim. Ofereci tanto que quase sumi, eu engulo o choro e você sorri.

Poesia

Selena, a hiena.

Vi, na sombra da face serena, sorriso e intenção de hiena. Com mentira seduz e aliena, se alimenta da carne ferida. Contra a mão que afaga e cuida, escarnece, morde e envenena, delicia-se com sangue que pinga — me lambe o resto da vida. Malfeitora, canalha, bandida, sedutora, perversa, linda; subjuga a jugular com a mordida, devora sua presa rendida.

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