Operário das Ruínas @leoofortes

Notas de um Operário/ III

Que tempo há para viver? Se nesses tempos modernos somos acelerados num ritmo frenético e não sobra tempo para pensar. Nós operários somos como Sísifo, empurramos a pedra até o topo da montanha e ela volta a cair repetidamente pela eternidade. O nosso castigo é empurrar a esperança até o topo da montanha e ela volta a cair todos os dias depois que percebemos que esse será a eternidade do operário.

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