A "casa" sem teto
Quando o vento começa… ah, esse vento tão sutil no prenúncio, quase inofensivo aos olhos desatentos. Apresso-me em cerrar as janelas, num gesto que oscila entre prudência e ilusão, como se o exterior pudesse, de fato, ser contido. Mas eis que, sem anúncio, irrompe um vendaval intempestivo, não apenas contra as paredes, mas contra aquilo que, em mim, julgava inabalável. Portas cedem, estruturas vacilam, e o que antes era ordem dissolve-se em um turbilhão silencioso e íntimo. Curioso… é no instante em que a calmaria se insinua que percebo: nada está verdadeiramente intacto. E então como se não bastasse ergue-se nova força, mais densa, mais indômita, a qual não ouso nomear, mas apenas suportar. Resta-me, pois, não o controle este já me escapou mas a contenção possível, o respirar contido entre ruínas invisíveis, e a espera… sempre a espera, de que, em algum momento, tudo torne a aquietar-se. (Kika.m.m)
POEMICIDA®
O vento é nosso amigo,mas às vezes vacila...
KIKA
Na verdade, o VENTO , se trata de ansiedade, a casa e o seu corpo , sua mente ,as janelas representam o esconder , se fechar ,sempre queremos guardar para dentro ....(tentei manter os detalhes )
POEMICIDA®
Sim, gostei da forma da expressão, esse vento derruba muitos sonhos, gostei da forma que foi abordado, incrível, muito bom te ler Kika, parabéns.