BEIJODAMORTE @kayque_chan

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Me sinto distante das verdadeiras magias, as que fazem as mulheres levitarem no início da noite. Dentre destroços incomensuráveis Tento planar como papel. Mas meu corpo me trás de volta. Pesado como sonetos antigos de uma maldição que virá. Tenho ruínas fincadas na mente. Me sinto preso de tanto pensar. Mas ainda sou bonito como as pétalas de Dália. Súbita morte aos desesperados. Tenho me afastado das visões das cartas Soprando um coração de metal; De um Deus antigo que prometeu me deixar cego. Mas mesmo que me levante, tão leve como uma pena Apenas não voo. Não saio do meu corpo por testemunho. Me sinto distante das verdadeiras magias, as que fazem as mulheres levitarem no início da noite, As que são descritas como bruxas vorazes de sonhos mortos. Porque sou tão poeta quanto filho Tão perdido quanto caminho. Vestindo preto com deslumbres de pêssego. Andando pelos becos escuros. Desesperado por licor, desastre e melancolia. Sou um profeta das coisas trêmulas. Um apelo fúnebre para os vivos. Transando com Deus em meus rituais. Recitando poesia aos anjos condenados. Disposto a fazer qualquer coisa em vida. Menos viver na pureza. Buscando amor em três línguas Uma pra cada canto. Deus, meu lorde, com coroa de espinhos. Eu, com correntes de arames farpados.

Comentários · 1

  1. Arturo

    Poema muito bonito, parabéns!