Bocas sorrindo
Parecendo novela
Casais se curtindo
Nessa noite bela
Retratos perfeitos
Que postam na tela
Não se vê defeito
Capaz, que balela!
Depois de curtir
O vazio aumenta
Lembram que sorrir
Só na foto não sustenta
Sustentar é acordar
Disposto a encarar
Que a vida não tem filtro
Nem tem como maquiar
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Vazio que ecoa
Não deixando vir o sono...
Nenhuma posição é boa
Toda noite é um sufoco
Pensamentos de outrora
Povoam sempre minha mente
Mas para quê lembrar agora?
Assim vou ficar doente!
Trocando o dia pela noite
Vago sempre entorpecida
Se animal fosse, coruja seria
Asas e liberdade, que sorte teria!
Lá vou eu pra droga lícita
Na esperança de te encontrar
Mas o remédio me sabota
Pobre de mim que nem posso sonhar
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Lá no alto da colina
Bem modesta e pequenina
Uma casa de madeira
Um só cômodo com lareira
E vista ampla para o céu
Aquecia e protegia
Do vento forte e brisa fria
Quem quiser que ali parasse
Não importando se ficasse
Ela fazia seu papel
Quem chegava lá exausto
Sem conseguir voltar para baixo
Aconchegava-se no abrigo
Um pequeno esconderijo
Para o fôlego retomar
A casinha pequenina
Que de longe ninguém via
Era um porto de esperança
Ficará sempre na lembrança
Para quem dela precisar
Karol Vieira
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Nesse mundo bipartido,
Há a chance de escolher:
Qual lado é o inimigo,
E quem não te deixará morrer.
Muitas falas tortuosas
Para enganar o tolo.
Que não lê, e não ouve nada,
Para mais tarde pedir socorro.
O ódio não leva a nada,
Coerente é repensar:
Que aquele que aponta a arma
Para ti pode mirar.
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Há dias em que a vida pede
Um pouco mais de calma.
Uma pausa, bem de leve
Só para recompor a alma.
Não se culpe, nem se estresse
Devagar também é velocidade!
O coração sorri e agradece
Regozija de felicidade!
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Eles dizem
Que esse tempo
Não volta mais,
Que corre, passageiro.
Não veem o sol se pondo...
Estão cansados,
Olhando para baixo
Só pensam nele: o tal do dinheiro.
Apontam, julgam!
Comparam e esquecem,
Que: não importa o que tens
Sem amor, você empobrece
Talvez, um dia
Lembrarão que a vida
Em cada abraço de partida,
Oferece a chance de despedida.
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Gotas caem no telhado...
Orquestra perfeita!
Chove no molhado...
Limpam as lamúrias
Do dia de labuta
De guerra, de luta
Embalam o sono
Do senhor cansado
E do pequeno bebê...
Do cão velho, abandonado
E do pobre filhote
Que acabara de nascer.
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Ah, minha amada!
Que ainda não conheço...
E já cultivo grande apreço!
Anseio tanto por sua chegada...
Será devaneio, mente fértil
Ou fantasia?
Esperar alguém que sequer,
Sei se existiria?
Quiçá, a fantasia ganhe vida, enfim!
Rabisco esses versos,
Gastando contigo
Meu enxuto e paupérrimo latim.
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Olhei-me no espelho,
Despida do ego.
Na nudeza da alma,
Vi-me, sem medo.
Senti tanta saudade!
Saudade de mim,
Daquela que dói
E o peito corrói.
Será que ainda lembro?
Dos meus anseios...
Das juras de criança,
Das gargalhadas, sem freio?
Sobrou algum encanto?
Ainda é tempo de relembrar?
Vou enxugar o meu pranto,
Agora é hora de me amar.
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Ora, ora
Que pressa é essa?
Não para e nem olha
Quando a rua atravessa
Carros correndo
Crianças nascendo
Trabalhador morrendo
E o suor secando na testa
Sai atrasado
Chega cansado
E esquece que a saúde
Ah, a saúde não se empresta
Karolyne Moreira
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