O caminhão da insônia chegou
descarregou perto de casa
jogou 2 kg de areia em cada olho
e uma estaca em cada pálpebra
o pedreiro chegou cedo
recolheu toda a areia
e já era 6h da manhã
o servente apareceu depois
pegou as duas estacas
já eram 7h da manhã
os olhos arregalados
cheios de areia
todos chegaram para trabalhar
menos o SONO.
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E (Lá) estava eu, com (dó)
daqueles miseráveis, que viviam dando (ré)
em suas vidas
achando que seria (fá)cil
chegar onde cheguei, sem ter a determinação
tão quente como o (sol)
que queima (mi)nha alma em (sincronia) junta
de meus defeitos
e sem (dó) novamente, os miseráveis
continuam dando (ré) na vida.
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Era uma casa
muito engraçada
cheia de quartos
e janelas trancadas
Muitas dúvidas, aparecerão
quando questionado for
sobre quem corrompeu João
Era um rapaz
bastante ingênuo
se trancou num quarto
comendo feno
Acreditava ser um animal
não tinha ética
muito menos moral
Matou seu Deus
e se jogou no chão
chorou por noites
junto da solidão
Dentro da casa
havia esperança
quando João descobriu
o que era perseverança.
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Tomo um copo d'água
Na esperança de fazer descer
todas as palavras não ditas
A água passa, as palavras ficam
A garganta dói
As bochechas enchem
Vômito de palavrões
Soluços de desespero
O corpo trêmulo, de tanto resistir
A boca suja depois de não aguentar segurar
Mais um copo d'água
Agora, não sinto tantas palavras
Mas , ainda restam algumas letras
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Corona trouxe de carona, o medo, ansiedade, maldade de gente como a gente, que se aproveita de muita gente
Corona trouxe de carona, solidariedade, irmandade, fraternidade
Corona trouxe de carona, quarentena, isolamento, distanciamento
Corona trouxe de carona, a morte, o suicídio, a dizimação da população
Corona trouxe de carona, o que não volta mais, mas, podemos ver o que faremos hoje, observando os erros que cometemos lá trás.
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Em meio ao cansaço
Ainda consigo me levantar
Ainda sorrio, tomo um café
Ainda saio para o trabalho
Ainda continuo a persistir
Na exaustão
Não sorrio, apenas chego e durmo
Choro no banheiro
O corpo já não aguenta
Na exaustão
O corpo pede pausa, arrego
O corpo já não é o mesmo
O corpo apenas age
Age sem minha vontade
Vontade? O que é isso?
Na exaustão o cansaço não existe
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A empatia tá na "moda", só que o povo ainda continua a "vestir" simpatia.
A fome é um fato
Paladar
Tato
Fome que sinto dos sentimentos
Do amor que sinto por ti aqui dentro
Dentro
As vezes tenho fome de carinho, beijo, e daquele seu sorriso
Seu beijo gostoso, mata a minha fome
Fico satisfeito, e ao seu lado não sinto fome
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Queimado pela ambição do ser humano
Fica registrado em seu corpo aquele tom escuro, cinza, vermelho sangue
Amazônia, amedrontada, com corpos de animais amontoados
Meus olhos queimam, quando olho para o coelho sem seu pelo liso, para as aves que voam com as asas em chamas
Acolher o que ainda vive na Amazônia, e recolher os que ainda estão vivos
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Perdido em pensamentos e inquietações
Vejo a necessidade da organização das palavras
A mente inquieta, é como se fosse um mar agitado
As palavras que saem da boca, se parecem com um enxame de abelhas zunindo no ouvido
Incomoda
Agressivas, diretas, e sem nenhum cuidado
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