Às vezes eu penso
Enquanto caminho ao vento,
O que fazer quando se sentir pior
Fraco, corpo cheio de suor?
Ao sol vagando.
Quando o sonho já não faz sentido
Quando o cobertor pesar
O que fazer quando não conseguir levantar?
As perguntas vem, encharcam
Suor cai sobre a testa de tanto pensar,
O mundo já não é como antes
Difícil conseguir ser humano
Em uma ficção que odeia mutantes,
Se pá me sinto um mutante
Não tenho poder sou mortal,
E me sinto principiante.
São perguntas que faço a mim mesmo
Nessa paciência de monge,
Não tenho respostas
Sigo vagando igual andante,
Se pá vou ter respostas de uma
De outras ? Distantes,
Mas sigo com cabeça erguida
E olho nos olhos dos semelhantes,
Mesmo sendo uma incógnita
Perguntas as porta,
Abro meu coração.
Vivo!
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Incerteza:
Eu não consigo entender a vida, tem muitas contradições que traçam o rumo das coisas.
Não é felicidade porque ninguém é feliz o tempo todo, todos temos incertezas e devaneios que nos fazem tristes.
Não é tristeza, por conta dos amores e pessoas ao nosso redor.
Não é pessoas porque nascemos sozinho, e vamos morrer sozinho.
Não é você, porquê você é uma pequena ponta no meio de uma vastidão do universo.
Não é o universo, porquê ele não criou e foi criado.
São perguntas e perguntas que eu faço a mim mesmo, sem mesmo conhecer as respostas.
A vida é uma incerteza.
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Bom, eu sumi né? 😅
Bem, tem sido um tanto difícil focar na vida, tá tudo corrido e eu meio que estou tentando sobreviver com o que tenho, sei que estou em dívida com as escritas e que deveria voltar, mas sabe... Tem sido dias difíceis, e estou tentando ter tempo e cabeça pra encaixar algumas coisas que estão soltas, minhas desculpas pelo sumiço, mas eu voltarei, quando tudo estiver resolvido.
Feliz natal, e feliz ano novo.
Até breve ❤️
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Eu queria ter nascido com algum talento, com algo pra mostrar.
Cara, eu vejo que todo mundo se encaixa em alguma coisa, faz coisas que gostam ou até socializam com algo em comum.
Eu por sinal não tenho nada a que me apegar, nada a correr atrás, ou algo pra mostrar a alguém.
Sinto trancado, preso.
Eu queria ter nascido diferente.
Escritores, seres que dão forma as imaginações, aos sonhos, seres arquitetos de visões alheias, seres de Nirvana.
Calíope, filha de Zeus, seres das inspirações, idéias, dádivas da escritas, seres lindas, sereias do cérebro.
Uma das muitas, presas por um ser humano tolo, escritor louco e bêbado, que quer, não quer inspirar, não quer sonhar.
Mantém Calíope cativa, rouba suas inspirações, olham seu reflexo e se vêem narcisistas, medíocre.
Mas não sabia o escritor que Calíope também sonha, também ansiava pela liberdade, tal como um passarinho em um gaiola, sonhos são libertadores.
Orou, e o chamou.
- você veio.
Disse Calíope.
Sim.
Disse Morfeu.
E morfeu se vingou, e Deu ao tolo escritor idéias, em demasia, um karma.
E enlouqueceu o escritor como águas turvas em um velho barco perdido, uma torrente que destruiu os sonhos do autor.
Tornou-se um escritor sem idéias, oco.
Inspirações são livres, não são pra seres presas, cativas, são palavras que viajam aos ouvidos falhos e fracos, são chaves pra tirar alguém da tristeza, são gaivotas ao por do sol.
Ore, ore de coração, com certeza alguém irá ao teu socorro, leia, escreva, fale e conte, as nirfas estarão inspirando-os a sonhar, a querer um mundo com Liberdades pra todos.
Sonhe belo escritor, sonhe bela poetisa.
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Sentado aqui, vi tanta gente cabisbaixa, tanta gente sofrendo.
Será fim dos tempos? Não sei
Mas a paz já foi tirada, só vejo guerra.
Confusões alheias, tanta gente de cabeça baixa, rezando em silêncio, absoluto.
Mas porquê mundo?
Porquê tão guerra? Porquê tão distante da paz ?
Porquê tanto conflitos, tão troca de olhares tenso, já reparou? Só quero paz.
Vendo essa pessoas eu aprendo, que confiar é algo complicado de se dar, uma vez dada, pode ser quebrada em milissegundos.
Eu só quero paz, igual esse por do sol, entendeu? Só indo, só vivendo, sem caos.
Viver a minha, Ah quantas mentes estariam sã se lembrassem do quanto são especiais.
Somos únicos, isso é óbvio, mas viu? Mesmo não rimando, eu faço as coisas fluírem com mais leveza.
Deve ser sina de porta.
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O universo é infinito em seus padrões
Percebe-se a insignificância e se rebéla,
Tentaria compreender
Estudaria, se tornaria algo
Perceberia que não há sentido
A vida fica mais dura
E você perceberia
O quanto brincar Com o tempo lhe custaria caro.
Não há qualquer sentido, o desconhecido é maior
Pra ambição humana, sendo finito o homem, o quanto poucos tempo tem o homem.
Há beleza lá fora
E há também coisas que
Mesmo levando sua infinitude de vida, jamais irá compreender.
Pouco tempo temos.
(~) j
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Perdido em pensamentos
Vejo o quanto vivi
Vejo o quanto fui insignificante na vida de alguns,
Amores na vida de outros,
Fui...
Talvez apenas algumas lembranças
Perdido em labirintos sombrios e alheios.
Perdido ouvindo matuê.
Lembrei lembranças que vivi
Coisas loucas quem viciaram,
Me rendi
E chorei,
Não de amarguras,
Mas sim de alegria por presenciar a nirvana poética,
De ser donos de lembranças amorosas, de ser um ser único, de ser imagem e semelhança, de ser poeta.
Entende?
Ao por do sol vejo borboletas, borboletas voam ao por do sol.
...
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O mundo anda louco né ?
Igual um baterista descontrolado, não tem fim.
O público em sua gritaria desgovernada, se esbarram e não pedem desculpas, pisam seus iguais e arremessam insultos aos ouvidos alheios, não ouvem boa música, dançam as melodias melosas e ímpares, sufocam os mais fracos, que por sua vez não cantam por voz fraca.
Ao avanço dos músicos, suas construções melódicas lembram a ciência, por sua vez a, a evolução parece retrógrada, um paradoxico, em mãos erradas a ciência é mortal, literalmente.
Poder, eis algo meramente mortal, o maestro guia seus músicos a loucura, igual os governantes guiando sua sociedade, não sabem manter o equilíbrio, pensam apenas em seus movimentos de mãos, matam, encobrem e esquecem.
Uma orquestra precisa ter um equilíbrio, movimentos sincronizados, todos sabem seu tempo, suas obrigações e sua vez de fazer seus sons.
Imagino como seria uma sociedade em orquestra.
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Olha eu de novo,
Vazio
Letrista,
Ser andante e quieto,
Humano sozinho.
Desbravando o mundo,
Aprendendo coisas novas,
Jovem sagaz,
Dono da rua,
Poeta de tudo,
Mesmo que seu mundo seja apenas uma.
Vê letras em tudo,
Cores projetadas em sua mente.
Anda sempre pensando,
Querendo aprender mais sobre si,
Sobre as coisas que não entende e que subconscientemente rejeita,
Talvez seja covardia, aliás ser humano é ser covarde da verdade,
Se vê só, tão seu, preso.
Poetas são lírios em meio a noite.
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