Abraçada pelo meu caos
Abraçada pelo meu caos, caminho como quem segura o próprio coração entre as duas mãos: trêmula, mas inteira. Há noites em que o silêncio pesa, e eu quase me perco nas minhas próprias marés. Mas sempre encontro um fio de luz entre os destroços que deixei pra trás. Carrego tempestades no peito, mas também abrigo o amanhecer. Sou feita de contraditórios: o medo que paralisa, a coragem que insiste. E quando o mundo pede respostas, eu ofereço só o que tenho: meu passo lento, meu fôlego curto, meu desejo de continuar. Porque, apesar de tudo, é no caos que aprendo a florescer — com raízes teimosas, com pétalas cansadas, com a alma ainda buscando sol. E assim sigo: desalinhada, sensível, humana — abraçada por aquilo que me agita, mas também me molda. Jessica Mendes
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