Torneira
Subi a escada direto pro porão. Mas não era bem um porão — do lado tinha um cubículo chamado “escritório”, e, entre caixas empilhadas, uma pequena cozinha. Relutei por um instante. Sentei na cadeira, tirei o café da garrafa que sempre levo comigo e fiquei pensando. Pensando... Mas os pingos da torneira velha, um a um, me fizeram contar o tempo — tic, tac, tic, tac — como se fosse o relógio dentro da minha cabeça. Será que tá tudo errado? Errado, errado, errado... Onde é que eu tô errando? E a torneira continuava pingando. Jéssica Mendes
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