Rosas
Neste dia queixo me as rosas Não por mera bobagem Quero apenas um pouco da prosa Para estimular a dormente coragem. Os ventos, com levesa, parecem risonhos Acordado o amanhecer dos sonhos Sondando os pensamentos medonhos Que habitam dias enfadonhos. O dia longo já vai distante Ora ousado, altaneiro, ora entendiante Por vezes nos fazendo seres radiantes A exalar infinita energia contagiante. A tarde chega, abraçando a cidade Com suas ruas exalando a saudade Vozes soltas, proferindo amenidades E o desejo longe na eternidade. Estacionando onde o sol se esconde Os olhos parecem num desgosto profundo O que o tempo, prontamente responde Que sem você nao há graça no mundo. João Batista do Carmo
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