Brilha pra mim
Mostra os caminhos
É tão difícil seguir só
Estou no jardim
Cercado de espinhos
Numa tristeza de dar dó
Na penumbra sigo assim
Me esgueiro nos ninhos
Saio pelo portaló
Me envolvo em camucim
Perdido nos descaminhos
Mumificado como faraó
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Focado em tua fé
Atravessa intensa fama
Ciente de quem se é
Não se ilude ou se engana
O Sol toca sua face
Gentilmente o descama
Vá viver o novo dia
Sem medo e sem drama
Não precisa ver pra crer
A alma é cigana
Vaga no tempo sem ver
Como respirar no prana
Sente a noite
Sente o vento
O açoite
O lamento
Sabes, tudo faz parte
Movimento sempiterno
Sofrimento à lá carte
Sentido no ser interno
Não afeta o propósito
Não há nada que se faça
Modo de vida insólito
Ignore as ameaças
Passa, o tempo passa
Não se apega, não se agarra
Confia em sua natureza
Se divirta com a fanfarra
Ser fumaça é certeza
Não há forma definida
Revelar a realeza
Da sentido a sua vida
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Vida bate como martelo...
A alma é a brasa a forja...
Tudo que vejo nas telas
É o sucesso que não temos
Tudo que vejo nas mídias
É distopia que vivemos
Espiritu anima o corpo...
Mente desperta e contempla...
Tudo parece tão real
Regras obscuras
Questionam a moral
Remendos e ataduras
Não escondem seu horror
Desta vida simples
Que parece filme de terror
Bem e mal guiam
O Tempo passa e martela
Pra realidade se desperta
Difícil é praticar a forma certa
Dessa realidade destrutiva
E tão concreta.
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Só se admira com os olhos?
O que dizer dos sonhos
De um cego?
Momento breve, alegre
Jornada triste, sombria
Lembrança do Sol e da Neve
Senti no corpo a água fria
Sintonia se altera
Solidão é faceta da ilusão
Sai do ego e venera
Amor é pura imersão
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Poeta quando sabe, toca violão
Quando não sabe
Cantarola o que toca o coração.
Tenho medo do tempo
Do estrago que ele faz
Medo de errar na escolha
E não poder voltar atrás
Tempo injusto que não dá chance
Cobra juros se quiser revanche
Ele ri enquanto corro atrás
Pois está sempre a frente
Dono do passado do futuro
Rege o presente
Oprime, acelera, provoca e causa
Tempo se soubesse como, te esqueceria
Te abandonaria na porta da igreja
Não olharia pra trás
Tempo, tempo, tempo
Quantas mágoas que me trás.
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Tenho medo do tempo
Do estrago que ele faz
Medo de errar na escolha
E não poder voltar atrás
Tempo injusto que não dá chance
Cobra juros se quiser revanche
Ele ri enquanto corro atrás
Pois está sempre a frente
Dono do passado do futuro
Rege o presente
Oprime, acelera, provoca e causa
Tempo se soubesse como, te esqueceria
Te abandonaria na porta da igreja
Não olharia pra trás
Tempo, tempo, tempo
Quantas mágoas que me trás.
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Redemoinho gira, gira
e não quer parar
Sentar na roda gigante
E observar
Tudo mudando num instante
Mesmo sem perceber
O tempo gira, gira
Sem explicar o porquê.
Tem que ter coragem pra navegar
Percorrer os oceanos, na imensidão do mar
Por meses a fio navega
Pela janela vê o tempo passar
Escutar o coração se nega
Sua voz ele quer calar
Entende idiota se entrega
Desse navio você tem que pular
Diz que é por medo, não nega
Mas esse vazio você tem que enfrentar
Descarta magoa
Descarta odio
Descarta dor
Deixa tudo pra trás
E se joga no amor
Deixa a correnteza levar
Não se preocupa
O mundo girar não é sua culpa
Se quiser calar
Vou entender
Pode me negar
Mas eu sou você
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Eu me senti por tras do olhar
Eu me senti conectado
Fui capaz de escutar
E permanecer nesse estado
Estado de presença
Uma viagem, recompensa
A resposta da existencia
é que o tempo não existe
Realidade foi modificada
ao redor não existe nada
Mas não é por isso
Que se deva ficar triste
Existo pronto
E pra mim já basta
Realidade foi modificada.
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