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Marcelo Honório

@japonegro · desde 2019

33 poemas 24 seguidores 51 seguindo

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Brilha pra mim

Brilha pra mim Mostra os caminhos É tão difícil seguir só Estou no jardim Cercado de espinhos Numa tristeza de dar dó Na penumbra sigo assim Me esgueiro nos ninhos Saio pelo portaló Me envolvo em camucim Perdido nos descaminhos Mumificado como faraó

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Humanidade

Ser fumaça

Focado em tua fé Atravessa intensa fama Ciente de quem se é Não se ilude ou se engana O Sol toca sua face Gentilmente o descama Vá viver o novo dia Sem medo e sem drama Não precisa ver pra crer A alma é cigana Vaga no tempo sem ver Como respirar no prana Sente a noite Sente o vento O açoite O lamento Sabes, tudo faz parte Movimento sempiterno Sofrimento à lá carte Sentido no ser interno Não afeta o propósito Não há nada que se faça Modo de vida insólito Ignore as ameaças Passa, o tempo passa Não se apega, não se agarra Confia em sua natureza Se divirta com a fanfarra Ser fumaça é certeza Não há forma definida Revelar a realeza Da sentido a sua vida

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Do imaterial

Vida bate como martelo... A alma é a brasa a forja... Tudo que vejo nas telas É o sucesso que não temos Tudo que vejo nas mídias É distopia que vivemos Espiritu anima o corpo... Mente desperta e contempla... Tudo parece tão real Regras obscuras Questionam a moral Remendos e ataduras Não escondem seu horror Desta vida simples Que parece filme de terror Bem e mal guiam O Tempo passa e martela Pra realidade se desperta Difícil é praticar a forma certa Dessa realidade destrutiva E tão concreta.

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imersão

Só se admira com os olhos? O que dizer dos sonhos De um cego? Momento breve, alegre Jornada triste, sombria Lembrança do Sol e da Neve Senti no corpo a água fria Sintonia se altera Solidão é faceta da ilusão Sai do ego e venera Amor é pura imersão

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Arte

Cantarola!

Poeta quando sabe, toca violão Quando não sabe Cantarola o que toca o coração.

Tempo

Tenho medo do tempo Do estrago que ele faz Medo de errar na escolha E não poder voltar atrás Tempo injusto que não dá chance Cobra juros se quiser revanche Ele ri enquanto corro atrás Pois está sempre a frente Dono do passado do futuro Rege o presente Oprime, acelera, provoca e causa Tempo se soubesse como, te esqueceria Te abandonaria na porta da igreja Não olharia pra trás Tempo, tempo, tempo Quantas mágoas que me trás.

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Tempo

Tenho medo do tempo Do estrago que ele faz Medo de errar na escolha E não poder voltar atrás Tempo injusto que não dá chance Cobra juros se quiser revanche Ele ri enquanto corro atrás Pois está sempre a frente Dono do passado do futuro Rege o presente Oprime, acelera, provoca e causa Tempo se soubesse como, te esqueceria Te abandonaria na porta da igreja Não olharia pra trás Tempo, tempo, tempo Quantas mágoas que me trás.

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redemoinho

Redemoinho gira, gira e não quer parar Sentar na roda gigante E observar Tudo mudando num instante Mesmo sem perceber O tempo gira, gira Sem explicar o porquê.

Viajante clandestino

Tem que ter coragem pra navegar Percorrer os oceanos, na imensidão do mar Por meses a fio navega Pela janela vê o tempo passar Escutar o coração se nega Sua voz ele quer calar Entende idiota se entrega Desse navio você tem que pular Diz que é por medo, não nega Mas esse vazio você tem que enfrentar Descarta magoa Descarta odio Descarta dor Deixa tudo pra trás E se joga no amor Deixa a correnteza levar Não se preocupa O mundo girar não é sua culpa Se quiser calar Vou entender Pode me negar Mas eu sou você

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Cogumelos

Eu me senti por tras do olhar Eu me senti conectado Fui capaz de escutar E permanecer nesse estado Estado de presença Uma viagem, recompensa A resposta da existencia é que o tempo não existe Realidade foi modificada ao redor não existe nada Mas não é por isso Que se deva ficar triste Existo pronto E pra mim já basta Realidade foi modificada.

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