Isto não é um poema! É o que a pandemia me fez escrever.
E no final nós não seremos nada. Tudo que sonhamos, que conseguimos, o dinheiro que gastamos, as pessoas que conhecemos, os contatos que fizemos, o quanto estudamos, o quanto nos esforçamos, nada disso valerá de algo. No final os outros apenas dirão ‘’era uma boa pessoa’’. E do que nos adiantou todas essas escolhas? Acredito que tudo isso nos tornou que hoje somos. Não seríamos iguais a hoje se tivéssemos feito uma outra escolha há 5 anos atrás. Nos atrevemos a mudar de pensamento, e isso definitivamente nos muda por completo. Penso e acredito com veemência que devemos sempre procurar evoluir, mesmo que isso nos custe algumas pedras no sapato e umas rugas a mais, mas o que seria de nós sem o dom de mudar, e mudar muitas vezes requer sacrifícios, nos pede suor, e como é muito comum dizer ‘’sem dor, sem ganho’’. A vida passará num sopro. Se olharmos para trás neste momento, quem nós éramos com 15 anos? Adolescentes cheios de grandes sonhos, movidos à adrenalina e vontade de mudar o mundo antes dos 20. Com os 20 anos completos, já se tem uma boa ideia de como a vida realmente é dura. Tal dureza muitas vezes nos torna duros também. Secos, insensíveis, e com 30 anos estaremos carrancudos indo trabalhar em algo que não nos faz a cabeça. Aos 50 estaremos cansados, talvez ainda tendo que brigar com nossos filhos, mas certamente estaremos bajulando os nossos netos, isto é, se tivermos netos! Aos 70 estaremos aposentados, sentados numa cadeira, fazendo crochê, lendo o livro favorito, bebendo um café e relembrando como foi a vida. Se chegarmos aos 90, ou se chegarmos aos 100, creio que poderemos olhar para trás e sorrir, pois cada escolha, errada ou não, nos fez passar cada ano. Cada escolha, nos fez quem somos, e principalmente quem seremos daqui a muitos anos. Além de velhos no fim da vida, seremos seres humanos muito bem vividos, ricos ou pobres, mas ainda seres humanos.
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