E no final nós não seremos nada. Tudo que sonhamos, que conseguimos, o dinheiro que gastamos, as pessoas que conhecemos, os contatos que fizemos, o quanto estudamos, o quanto nos esforçamos, nada disso valerá de algo. No final os outros apenas dirão ‘’era uma boa pessoa’’. E do que nos adiantou todas essas escolhas? Acredito que tudo isso nos tornou que hoje somos. Não seríamos iguais a hoje se tivéssemos feito uma outra escolha há 5 anos atrás. Nos atrevemos a mudar de pensamento, e isso definitivamente nos muda por completo. Penso e acredito com veemência que devemos sempre procurar evoluir, mesmo que isso nos custe algumas pedras no sapato e umas rugas a mais, mas o que seria de nós sem o dom de mudar, e mudar muitas vezes requer sacrifícios, nos pede suor, e como é muito comum dizer ‘’sem dor, sem ganho’’.
A vida passará num sopro. Se olharmos para trás neste momento, quem nós éramos com 15 anos? Adolescentes cheios de grandes sonhos, movidos à adrenalina e vontade de mudar o mundo antes dos 20. Com os 20 anos completos, já se tem uma boa ideia de como a vida realmente é dura. Tal dureza muitas vezes nos torna duros também. Secos, insensíveis, e com 30 anos estaremos carrancudos indo trabalhar em algo que não nos faz a cabeça. Aos 50 estaremos cansados, talvez ainda tendo que brigar com nossos filhos, mas certamente estaremos bajulando os nossos netos, isto é, se tivermos netos! Aos 70 estaremos aposentados, sentados numa cadeira, fazendo crochê, lendo o livro favorito, bebendo um café e relembrando como foi a vida. Se chegarmos aos 90, ou se chegarmos aos 100, creio que poderemos olhar para trás e sorrir, pois cada escolha, errada ou não, nos fez passar cada ano. Cada escolha, nos fez quem somos, e principalmente quem seremos daqui a muitos anos. Além de velhos no fim da vida, seremos seres humanos muito bem vividos, ricos ou pobres, mas ainda seres humanos.
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Entre uma crise e outra
Eu sinto meu coração disparar
Meus olhos ja estão marejados
E minha garganta não vai suportar esse nó
Meu peito dói
Meu cérebro já não pensa
A música está alta
E eu não me sinto "aqui"
Esse aperto
Não para
Meu respirar já não está regular
E eu não sei o que sinto
Esse nó que se forma
Cresce
Aperta
Me sufoca
E eu já não consigo mais.
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Hoje eu li algo sobre reparo
Me vi triste, cabisbaixa
Presa num vasto passado
De mentiras e frases bonitas.
Então eu chorei
Como o Céu chora nos dias de tempestade
Hoje eu fui minha própria devastação
Senti o peso de ter um coração
Gostaria de saber quanto custa
Pra consertar um coração quebrado
Quanto tempo leva pra se encontrar
E recuperar de vez a alma em pedaços
Mentiras vestidas em trajes de gala
Verdades nuas ao som do silêncio
Difícil é decidir qual caminho seguir
Se souberes, agarra minha mão, vamos partir.
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Eu me sinto perdida
No meu mar de decepções
Não sigo forte
Mas ainda aqui, entre desilusões
Tenho uma visão
De um corpo gélido
Meu corpo deitado
Parou de pulsar, o coração
Eu prometi
Jurei que não desistiria
Mas é mais difícil a cada dia
E quando eu estiver lá
Virada para o teto do caixão
Não queiram me amar.
SCHUCH, Nicole
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Tudo que eu sei
É que agora eu cansei
Eu sei
Eu não suporto mais
Toda essa dor
Que cresce sem parar
Dentro de mim
Ela quer me sufocar
E não há nada
Que eu possa fazer
Por um minuto de paz
Não há nada
Que faça de uma hora pra outra
Meu próprio peso me libertar.
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***RECOMENDO LER COM UMA MUSICA DA SUA PREFERÊNCIA DE FUNDO***
Quando eu ouço
A batida
O som
A melodia
Quando eu fecho os olhos
E sinto a alma
Com todas as forças
Absorver a energia
Quando eu me solto
Os braços
Os passos
O corpo
Eu danço
Consciente de como fico
Totalmente inconsciente
Dos meus atos
Quando eu ouço
Palavras misturadas
Na melodia
Sinto alegria
E me permito
De uma só vez
Voar
E sentir o coração pulsar.
red heaven.
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Bebi
Até não aguentar mais
E caí de tal forma
Que não pude levantar jamais.
O efeito da bebida
Não foi físico
Os machucados da queda
Foram internos.
E o quê afinal eu bebi?
Minha própria dor
E como eu caí?
Meu desamor.
Por que ainda estou aqui?
Pena, dó, piedade divina
Mas ainda bem
Logo passa, doce menina.
red heaven
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De repente vem
Logo vai
Rumo ao infinito
De ideias e ideais
Caneta pronta
Ou dedos à postos
Seja caderno ou celular
Eu escrevo sem parar
Seja vento ou seja mar
Terra firme ou o ar.
Sexo, drogas, bebida ou bar?
Eu me pergunto sem parar
O dilema do poeta
É acertar
Riscar aqui, ali, acolá...
Por isso eu penso sem parar.
Emocionar, identificar
Fazer rir e chorar
É a minha meta
Meu sonho de poeta
Por isso eu faço devagar
Me inspiro quando dá
Quando tudo aqui dentro
Resolve desafogar.
red heaven
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Estou tão na sua
Que iria até à lua
Pra mostrar uma parcela
Do que sinto aqui na rua
Na frente da tua casa
A qual eu imagino
Tanto Ouro, quanto Prata.
O ourives fazendo lindamente
As curvas fechadas
Da tua estrada
Tal que me leva a querer
Tua camisa amarrotada.
Estou tão na sua
Que já fui até à lua
É apenas uma parcela
Do que senti naquela rua.
red heaven
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Um nó
Um nós.
Na garganta
Separados.
Na testa
Um beijo.
Nossos corpos
Colados.
Recíproco
Amado.
Querido
Pecado.
Nosso jeito
Nossos traços.
Nosso amor
Tão desejado.
red heaven
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