Casulo
Meu casulo é feito de palavras E tingido de canções mal germinadas Verdes notas, jamais colidas E ideias frágeis, quase nunca regadas Casulo indolente e fraterno Mudando faceiro em seu interno Metamorfoses indesejadas Onde minha essência de larva imatura Pelo temor, mal nutrida criatura Reluta ferrenha em não ser libertada Debatendo-se em um dilema e tanto Vou e vivo, ou morrerei ficando Mas até a morte se faz aprazível Para os pobres infelizes que vivem por nada.
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