Segunda-feira, 19 de Janeiro
Hoje, o dia amanheceu sem pedir licença. O relógio correu mais rápido que meus sonhos, e o café tentou, em vão, me dar esperança. O mundo seguiu no automático, mas meu coração continua no modo lento. Carregando silêncios, planos tortos e uma vontade tímida de recomeço por dentro. Segunda-feira tem esse dom estranho: ela não pergunta se a gente está pronto, apenas chega, com sua agenda cheia e sua pressa desajeitada. Teve vontade de sumir por cinco minutos, ou talvez de ficar para sempre. Teve coragem disfarçada de rotina e força vestida de normalidade. Algumas palavras ficaram presas na garganta, outros sentimentos aprenderam a cochichar. Nem tudo doeu, mas nada passou ileso.
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