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Thiago Garcia

@illustratum · desde 2019

Sapientiam autem non vincit malitia

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Poesia

Ser Poeta

Ser poeta é amar perdidamente E encontrar-se apenas desse jeito Expressar tudo e ser insatisfeito E pensar amar mais que toda gente Ver o vestido do interno vulto Pelo alívio de um belo feito Tentando alcançar, do que é perfeito, Um grão que só sacia no presente O ouvir do bumbo a cena insistente Transformar vida e morte em poesia Vagar sozinho em si pra ser no mundo Um brando brilho de Urânia, Polímnia e Talia A luz que todo mundo carrega um tanto Guardada em seu abismo mais profundo O que canta e que naufraga Encara as águas traiçoeiras Traz na caçada a marca Da avulta Alma derradeira

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Amor

Eclipse Lunar

Abro os olhos, busco a luz O ar rarefeito que pesa o peito da indiferença traduz, Os retratos do seu fantasma Tenho feito voto de silêncio Minhas palavras não te arrastam Em mil horas vagas Contei todas as estrelas do céu Me ame com a vontade no peito Não mede medo onde quer ser tocado Sopra a brasa do entusiasmo em beijos Ensendeia a cor de meu rosto pálido A areia que escorre entre os dedos O vai e vem do meu interno mar Fechais as mãos, solto o vento levará As palavras de um olhar a lua brilha e meu sorriso canta Esse teu impossível lugar Que não é terra e nem mar Mas existe quando se agiganta Toda vez que te amo sem pensar O tempo passa e a morte se aproxima Entre mágoas sombrias A reiventada sina De um Amor que não se acaba O pensamento triste, a paixão inata Deixo o amor que te sustenta Em cada ato dessa estrada Baila na veemente risca Do coração que não te mata E lembre-se: Eu te amo, Se não te basto, Minha alma está afogada

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Vida

Macunaima

Macunaíma Na noite andarilho, que busca? Tem vistos os vales infernais? Seu coração anda como a lua Caiu nas trevas sagaz Lembra de outras quedas? Que foste em sua busca? Olhe para o abismo Veja em tua fronte que lustra O novelo de fogo tecido Veste nua de teus pecados mortais Cruza a prata, o fogo, a vontade, o ar Purifica a sombra escura, refaz Os caminho alquímico dos portais Mingou a essência, A inocência perversa serena Guloso açoitado pela pena Da vida não sentida, Da imaginação varrida De sentido teu.

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Amor

Profano Assasino

Por que partiste? Não sabes que o amor abre o apetite Revivi o morto Move montanhas, Renova a vida? Revela tua alma Me da sua vontade Pra que tanto anseio? Angústia em vales Toque o meu meio Perdoa meu jeito, Dor que dilacera E rasga o que sobra, Quimera abrasiva De meus sonhos Amar, amar, amar? Morrer, morrer, sonhar Esperar, Meu pomar de rosas destruídas Pisadas, jogadas sangrar-me-ei porque vivo No céu escrito Não basta?

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Silêncio

Paixoēs vis

Carregamos a luz sobre a cabeça possuindo-a como medalhão. Esquecemos, distraídos que somos a própria luz, somos nós que pertencemos a ela. A consciência sofre com vertiginosas subidas e descidas, idas e vindas, como se ao corpo e o espírito recusasse a noção de familiaridade. É preciso descer sempre, mais e mais na intimidade para descobrir em si todo fruto que sua natureza possa gerar. No qual o amor-próprio se dissolve em vez de se refinar ao patamar de uma vaidade que aparenta ser segura. A consciência é um mundo íntimo como o Mar, revelado no torpor furioso da tempestade que se agita na superfície, mas que se apazígua na atenção que dedicamos a sua profundidade. Contudo, escolher o melhor não é cortar fora, sufocar, excluir sua natureza, muito menos desviar a atenção de seus movimentos densos das paixões. É reagir, se colocar atento perante a obscuridade e dar-lhe o sentido de transformá-la em Luz. Pensar é ter consciência de si. Não posso atribuir a consciência nada que ignoro e deixo encostado como se fosse uma justificativa das minhas más inclinações. A natureza múltipla interrompe a busca do uno, perfeito, imutável e puro, precisamos sempre lembrarmo-nos de Ulisses amarrado ao mastro (consciência) sob a ilusão do canto (paixões desenfreadas) das sereias.

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Maturidade

Fio de Ouro

Poema: Fio de Ouro / Thiago Garcia Docê forma que toma meus sentimentos acompanhado do amor e sofrimento, Da golgota celeste, Sussuros do vento A aurora sui eminência. Em solo momento, em suspiros relento ao rever a cintilante lamparina, que majestosa és em meio tanto tormento! O caminho como advento Clarou-se ao ver minha clemência Ó fabuloso céu, és cumplice de minhas memórias! Ó fidedigna vontade da eternidade, De heroísmo e vãs trajetórias, O descobrir do silêncio que canta a Verdade Anoiteceu comigo a paz e a serenidade, donde eu vinha com estrondo em insapiência, da desavença que troquei com minha alma, Pôs-me a fundo da efervescência. Onde nunca é noite vislumbrei o achar do náufrago tesouro, O castelo escondido peregrinei, fui engodo! esbravejou-se o caminhar em caprichos campos em lírios cultuei a Beleza em imutável olhar Do sagrado sangue, liquefez.

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Política

Leviatã

Em terra de comunista, quem prova da água do conhecimento, é fascista.

Amizade

Cartas Para Um Ex Amigo

Mesmo perdido em desaranjos Dê ao outro o mais elevado posto, O das alturas dos anjos Alimente toda alma em disposto Nossa guerra de amor oposto Seja anjo sem asa Verdade sem mordaça Luta sem terror Oclumencias de amor? Fazemos-lhe o mal na alma Quando em condição de bicho, Perfubamos a calma E escondemos com espicho Seja anjo sem asa Verdade sem mordaça Luta sem terror Oclumencias de amor?

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