desversar
Desembrulhei o meu peito lírico Agora verso nenhum aquece Fora da bolha de alumínio A expressão evapora, some, se pica As minhas miudezas retrocedem à átomos tão minúsculos que são agora de todos Nada mais me pertence E mal posso reembrulhar qualquer espaço Desaprendi a rimar Esqueci como versar Desfiz grafites inteiras Buscando aquelas queimações rasteiras Que antes sabia flamar Já desversei toda Larguei o tubo de linha Deixei a linha escapar.
Suzana Cristina
Uauuu como você escreve bem!!!! Me deixou sem palavras agora. Parabéns, essa é a primeira poesia que estou lendo sua, mas antes de ler as outras já comecei a te seguir na certa. Parabéns!!!
Jeferson de Sá - DesenhistaSete
Fala, poetisa que eu sou fã!!! Há quanto tempo!!! Vc ainda está na área? Se sim, me dê um salve, pra gente voltar a conversar!