Primeiro beijo
Segundos antes do meu primeiro beijo, brincávamos fantasiando um casamento improvisado. na cabeça, meu cabelo solto ao vento, lembrando um véu castanho-claro. no chão, pétalas de flores espalhadas, flores que arranquei sem deixar que respirassem, sem ao menos recitar o bem me quer, fazendo-as de tapete para os pés descalços e sujos de areia. De lado, o menino que fazia meu coração arder, de um jeito singular, e segundo minha mãe, proibido para minha idade. o mesmo menino que eu desenhava nas paredes da escola, e que foi autor de várias poesias minhas, guardadas na mente, proibidas de sair. De frente, um padre falso, que tinha quase meio metro de altura, e foi quase que obrigado a entrar na brincadeira. em fantasia, nos levou a explorar uma parte estranha e desconhecida, uma etapa que seria brevemente concluída, apenas falando a simples e famosa frase "pode beijar a noiva" tudo permaneceu lento rapidamente.
Emerson Balbueno
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