Ideia
No ínterim entre o presente e o futuro, não sei se choro meus mortos se corro em ato de covardia ou me faço novo em silêncio, pois a esperança não está na chegada da aurora… A esperança se dá sobre os versos, sobre a concretização da ideia, ideia que pode ser só um elefante branco ou uma navalha que rasga e sangra de maneira visceral. De modo imediato não posso expressar 1/4 do meu pensamento, refugiarei-me no covarde e abstrato campo das ideias, e que não pode se tornar concreto. Agora, nada pode ser mais dito, escrito ou sinalizado, tudo o que está borbulhando, e fica dissolvendo-me e me dilacerando vai nesse intervalo entre o quase e o fim, morrendo junto comigo. — Gabriel Gutembergue
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