Familiares
Completavam-se nossos discursos em cada dado momento exaurível, sob as nossas cabeleiras existiu uma lua que brilhava, mas não tanto quanto os nossos olhos vermelhos e desnorteados, fomos personagens de um enredo construído com toda a liberdade poética. Fomos amigos, trapaceiros, e sobretudo amantes. Viajamos nos nossos mundos íntimos, sólidos e solitários, no entanto, dicotômicos. Estamos perdidos nos nossos devaneios familiares. — Gabriel Gutembergue
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