Monólogo
Em efêmero estado monólogo, vago por ruas distraído, sinto-me só, mesmo cercado por desconhecidos transeuntes observando-me abismados com tal suposta loucura e Intrigante lucidez, tudo isso como fardo de encontrar o melhor enunciado para comunicar-me com aquele extinguido ser, que num fundo é apenas uma mistura de esperneia, chatice e altivez irônica, mas que possui por trás das cortinas das suas retinas, um mundo de fantasia e perigo que me atiça e condiciona a querer desbravar cada centímetro de todo o seu devaneio convidativo e psicotrópico. — Gabriel Gutembergue
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.