Não há escritas gravuras ou rabiscos
que contenham meu amor destino.
Não me vejo em mim,
deixe meu espelho teu reflexo aptar em tom marfim.
Não amo-te, careço de ti
abastecendo-me as vagantes quimeras
onde na longinquidade refleti.
Não deixe o vinho Egri Bikaver de minha propriedade banhar-te, despretensiosamente fez-me,
uma valquÃria, escolher a si no ato inerente.
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Eles,
seus apontamentos,
seus olhares e
seus falatórios.
Já não fere mais
a inquietação mental e
o desejo de partir que davam-me.
Não como antes.
Agora é meu, o papel.
Eu recorto e corto ademais que
eles,
seus apontamentos,
seus olhares e
seus falatórios
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Mãe, até a lua inveja teu brilhar,
até os sábios admiram teu jeito de acalmar.
Que seu mar de amor materno em mim nunca deixe de se derramar.
A maior montanha é de extrema pequenez, perante tua altÃssima fortitude.
Que sempre prevaleça tua inconfundÃvel magnitude.
Embora meu corpo tenha crescido, e minhas asas se tenham estendido,
Meu coração permanece infantil, ansiando teu carinho.
Em teu ventre me alojei
assim vi que nele o amor é a suprema lei.
Desde então, mãe, te desejei
e tua sabedoria almejei.
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Toda estrela por mais brilhante que seja,
decai.
Em toda cerejeira, cada cereja,
cai.
O decair é inevitável.
Todo cair parece insuportável
mas, nada na vida é pura constância
tudo chega a insignificância
principalmente nossas tão variáveis circunstâncias.
Sinta a queda como toda criança
que cai quando se balança
em uma dança.
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No teatro das máscaras,
todos cumprem seu papel.
E há de quem escancara
contestação a essa peça cruel.
No chão deste navio
deito-me com frio.
me sinto frágil
mesmo sendo sobrevivente do naufrágio.
Fico revendo minhas memórias,
procurando uma explicação lógica
mas nada está em ordem cronológica.
Elas chegam a ser ilusórias.
Novo dia no meio do mar.
O primeiro pensamento é me afogar.
Mas o medo do mistério de me desalmar
faz o meu desejo congelar.
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Eu me ofereci a ser uma casca vazia.
Você me fez acreditar que isso condizia com minha vida.
Que era só isso que eu merecia.
Fui ignorante e me recusei a acreditar na sua malÃcia.
Realmente todo mundo dizia
sobre como você me reduzia.
Meu único objetivo dia após dia
era ser considerada sua vadia.
Eu não via,
O que todo mundo já previa.
Pra você, eu era apenas uma submissa.
Pra mim, você era minha vida.
Eu as vezes me desprendia da sua prateleira,
mas você sempre vinha e me botava na coleira.
Minha dependência,
parecia interligada a minha essência.
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Meu cabelo voa,
flertando com a ventania.
As transições policromáticas em meu ombro revelam,
meu desejo pela vida:
nomeado morte.
Sua importância é temporária
e acredite não é nada necessária.
Agradeça por esta dádiva
e pare de ser ávida!
Quantos planos já descartou por puro medo do externo?
Pare de julgar o julgamento como algo eterno,
isso não tem cabimento!
Até onde vai a sua busca ao pertencimento?
mostre como é de verdade
sem as máscaras da sociedade,
num ato de liberdade.
Pare de querer unanimidade perante tua personalidade
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Nós somos tão significantes quanto a nossa insignificância perante o universo.