Pare por um momento.
Reflita.
Onde você está?
Por que está aí?
O tempo passou.
Muitas coisas se foram.
Muitas coisas virão.
O que acontece agora?
Há muito ainda por vir.
Pense.
Há algo para mudar?
O que fazer?
Mova-se.
Faça acontecer.
-=GiLPoetA=-
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Seu abraço é o lugar mais seguro que meu corpo encontrou.
-=GiLPoetA=-
Abre espaço para sair
O que entrou em algum momento.
Durante anos encoberto
Pelo desuso do argumento.
Nada foi jogado fora,
Apenas esperava pelo tempo
Exato de sua retirada
Sob a pressão de algum tormento.
Inquieta a mente grita
Abafada em silêncio.
Necessário seu estímulo
De mudança recorrente.
Aguçado antes do túmulo,
Aplicável no presente.
Do profundo, extraído.
Para a colheita do fruto, consciente.
Revelações críticas do passado.
Renasce uma nova mente.
-=GiLPoetA=-
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Ao meio dia toca o sino
Da igreja acinzentada.
Corpos a procura de um consolo
Para a vida perturbada.
Por dentro do templo tudo é perfeito,
Na selva de pedra é tudo ou nada.
Joelhos se dobram perante a agonia
Que no dia a dia é abafada.
Abraços, beijos e carinhos
De uma novela mal contada
Onde o que importa é o próprio choro
Pois a dor do próximo é piada.
Máscaras postas em rostos frios
Combinam com a mente congelada.
Sempre à procura de salvação
De sua alma petrificada.
O relógio corre com os lamentos
Lágrimas com falsos sentimentos
De uma jornada alienada.
-=GiLPoetA=-
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A poeira baixou.
Pronto! Vamos recomeçar.
De volta às tragédias do passado
Que no presente têm voltado.
Vamos apenas aceitar.
-=GiLPoetA=-
Tudo o que eu tenho feito nessa vida é pra Te sentir
Tudo o que eu tenho vivido neste corpo é por Te ouvir
Nada que vem do maligno conseguirá atravessar
Minha alma está blindada e Teu manto me protegerá
Nada acontece por acontecer
Tudo o que se passa é visto por Você
Toda permissão é pra fazer crescer
O Teu filho aprender a viver
No mundo água dos meus olhos poderão cair
O inimigo tentará me fazer desistir
Percorro o vale cinza de maldades,
Mas não perco a fé em Ti
Pois sei que Estás comigo
E Vês o meu aflito
És meu Pai, meu grande Amigo
És o único caminho nesta vida que me traz alívio
Eu louvo ao Senhor
Sou grato pelo Teu Amor
Eu sinto Tua presença todo o tempo
Respondendo a meu clamor...
-=GiLPoetA=-
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"Tenho tudo o que quero.
Sem esforço algum, me deram.
Meu marido, minha família,
Me endeusam, sem critério.
Consigo tudo sem trabalhar,
Sem me render a nenhum clero.
Tive sorte ou foi o destino
Que resolveu inflar meu ego?
Vi se aproximar um ser,
Com seu diferente jeito de ser.
Não terás, jamais, meu 'tudo',
Mas, sem ter 'nada' consegue crescer.
Vi fazer coisas que nunca fiz,
Contar histórias do que nunca vivi.
Tanto talento sem ter 'nada'
'Não vejo' nada demais,
Mas, na real, 'não entendi'.
Parece piada, não creio que podes
Sua felicidade contagiar,
Trabalhar duro a vida inteira
E com simplicidade conquistar
Não ter matéria neste mundo físico,
Nem riquezas para ostentar.
Nao admito ser tão brilhante
Tenho que seu brilho ofuscar
Porque tem uma vida tão instigante
Que o tempo, viver, não me deixará
Vou ignorar e me fingir de boba,
Para de lado, o povo, o deixar
Para que ninguém possa sentir sua doçura,
Perceber seu coração puro,
E ver em sua grandeza, a vida apreciar"
-=GiLPoetA=-
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Cobras rastejam porque não conseguem voar.
Quando as águias se aproximam, as cobras sentem a ameaça no ar.
-=GiLPoetA=-
Ao acaso de um andarilho
Na triste rota da vida trilho
Observo as nuances da vida
Ativadas por gatilhos
Lembranças me vêm à mente
De um passado não muito longínquo
Pelo passar de menos de um século
De minha vida humana ainda admiro
Foram fortes emoções
Perdas, trevas e brilhos
Aprendizados, experiências
Da consciência jamais esquecidos.
Me lembro bem de lições dadas
E brincadeiras com meus filhos
Falávamos muito sobre honestidade
Bondade, respeito, sem martírio
Imaginávamos um velejador
Ao dominar o esbravejar Marítimo
Em meio a analogia
Para superar o mundo super critico
E sobreviver ao natural sapiente
Com o consciente metafisico
Em minha jornada solitária
Em muitos momentos ainda sorrio
Pareço louco para muita gente
Por buscar bem do fundo da mente
Alegria em minha vida de Andarilho.
-=GiLPoetA=-
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De longe observo
De onde minhas palavras não podem chegar
Tão quieto em teu mistério
Só consigo imaginar
O que se passa nesta alma
Que de onde me encontro não posso alcançar
Teus olhos vagos não focalizam
A carência do meu olhar
Há dureza, interpreto
Mas nada concreto a afirmar
O que de longe observo
Só posso admirar.
-=GiLPoetA=-
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