Poeta das sombras @geniltamartins

O Sertão Que Mora em Mim

(Capítulo 1) Não nasci em castelo, nem cresci cercada de luxo. Minha infância coube dentro de uma casinha de pau a pique, coberta de capim, com chão batido e cheiro de café passado no fogão de lenha. Naquele tempo, eu não sabia que era pobre. Sabia apenas que existia um córrego para nadar, uma pinguela para atravessar, uma lamparina para iluminar a noite e um mundo inteiro esperando atrás da porteira. Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto o monjolo batendo ao longe. Tum. Tum. Tum. Talvez seja apenas a lembrança. Ou talvez seja o coração do sertão, que nunca deixou de bater dentro de mim.

Comentários

Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.