Solilóquio Amoroso I
Era manhã, e o vento soprara desejo e ternura. O dia passou; as horas dispersaram-se, e eu permanecera sozinha, porém segura. Quando decidi simplesmente entregar-me à montanha de sentimentos, eles foram como uma tarde dourada de sol, como se eu ouvisse, ao pé do ouvido, a música das árvores dançando ao ritmo da brisa fresca. Houvera, naquele instante, uma paz que nenhuma palavra alcançaria. Então olhei em teus olhos, buscando a resposta que completaria a razão do que eu sentira. Persegui tuas mãos, teus cabelos, teu corpo por inteiro, procurando que dissesses aquilo que meu coração tanto desejara ouvir: — Quero-te.
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