Colisão
Nunca me interessei em dirigir, na verdade, sempre temi o caminho. Eu sabia exatamente como agir, mas travava guerras inteiras sozinha, em silêncio. Até que, naquela noite, eu parti — sem destino, sem freio, sem direção. Só me lembro do impulso de seguir… e, de repente, você invadiu minha mão. Olhos claros, profundos — doce tentação, um sorriso que cantava dentro do peito. Ali, perdi o controle, a razão, e me entreguei ao inevitável, sem direito. Não havia fuga, não havia escolha, não havia mais chão — na vertigem da adrenalina, tudo virou um só borrão. Nunca quis dirigir, porque sei: minha intensidade é perigo, é colisão. Mas abri uma exceção — só para viver o risco do seu sorriso. Um vício doce, cruel, repetido como canção, daqueles que grudam na mente e não têm fim. Você ecoa em mim como refrão, invade minha memória… retorna sem avisar, se instala, quieto e faz parte da minha história. (Inspirado por: Uma segunda Chance - Colleen Hoover)
Comentários · 0
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.