Olhos cor de mar, que me fazem navegar em suas águas.
Quero descobrir os oceanos por onde a sua mente passa.
Sentir a brisa desse seu amar
Pois se você resolver desaguar em mim,
Eu terei que aprender a nadar.
E que tal ouvirmos uma bossa nova?
Me conte histórias de quando era sereia perdida em terras inóspitas.
No fim, mergulho no seu silêncio
Pois o seu querer parece estar escondido entre os corais
Mas eu te juro que é só na sua praia que eu tenho paz
Quero velejar e sentir o frescor que é esse seu beijar
Me faz respirar o ar gélido das fossas do mar
Porque é só com você que eu quero estar
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Há muito tempo sentado,
lembrei de você olhando pro rádio.
Ali lembrei do dia
em que meu coração virou pedaços —
pedaços de uma história vazia.
Chorei em súplicas,
pedindo pra que fosse minha,
enquanto você explicava, de todo modo,
que eu não era o motivo da sua partida.
Mesmo dizendo isso,
por que se foi de forma tão repentina?
Queria entender
o que te causo quando estou ao seu lado.
Você diz que nunca sorriu tanto na vida,
mas depois o sorriso esvazia
e você insiste:
a culpa não é minha.
Então o que tem de errado?
O que posso fazer
pra consertar esse seu coração quebrado?
Movi montanhas,
assoprei moinhos,
fui de galáxia em galáxia
tentando curar o seu coração.
E quando percebi,
o meu
já estava no chão.
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Numa noite fria me lembrei do seu toque ao me deitar
E aquele livro que juramos que iríamos terminar
Agora do meu lado está
E a saudade que deixou está morando lá
Penso em te ligar todos os dias
Mas quando a vontade vem, penso que é melhor em outro dia
E nesse vai e vem eu nunca mais te vi
Agora só me resta as memórias de antes de você partir
Me pergunto se sente minha falta
Se ainda riria com as minhas piadas
Se sobrou algo de nós, porque não fala nada?
E se me amava porque escolheu um caminho onde eu não passava?
Ainda lembro daquele seu sorriso quando começamos a namorar
E lembro de você segurando o choro ao terminar
Diria que sinto falta daquele sorriso
Mas não sei se tenho tanta vontade assim de terminar aquele livro
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Em tantas águas rasas,
eu fui oceano.
E de tanto acender luzes pra você andar,
acabei ficando no escuro.
Com as mil rosas roubadas,
aprendi que plástico não tem perfume.
Lembro de reclamar do barulho que você fazia,
e agora sofro com o silêncio das palavras não ditas.
Que ironia.
E de tanto te dizer "eu te amo",
nunca imaginei que acabaria chorando tanto
E de tanto te olhar nos olhos
Eu mesmo não enxerguei o óbvio
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Sete anos de poesia,
e ainda assim não te fiz minha.
Perdão pela insistência —
eu não enxerguei o limite da minha própria prepotência.
Talvez eu tenha lido errado o teu amar.
Quem me dera fosse verdade,
quem me dera não tivesse sido amor pela metade.
Será que você sabia o tamanho do que eu sentia?
Será que sentia mesmo tudo o que dizia?
E no fim, deixamos tudo se apagar,
até virarmos só um verso perdido
nessa trágica poesia.
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Lembro quando você dizia que eu era seu ar
Hoje me pergunto: que bombinha te ajuda a respirar?
De todas as vezes que disse que eu fazia teu copo transbordar...
Quem tá aí agora pra enxugar?
Sempre que te vejo passar
Penso mil vezes antes de te chamar
Mas meu ego grita: é melhor evitar
Cansei de correr só pra me machucar.
E nas noites em que olho o celular
Seu rosto insiste em me encarar
Sinto falta daquele teu sorriso
Mas não esqueço teu choro, partindo comigo:
"Acabou… é isso?"
Eu queria te ter todos os dias
Mas você disse que precisava de outras vias
Que precisava se curar sozinha...
Será que eu nunca fui tua saída?
Ou só fui o ensaio da tua autoajuda falida?
Não esqueço teu cheiro
E admito: já não me sinto inteiro
Meu primeiro amor… foi só devaneio?
Ou as cinzas de fevereiro
Ainda queimam no meio do peito alheio?
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Seu nome é sinônimo de saudade,
e antônimo de compromisso.
Me pergunto o porquê de tantos advérbios —
você sempre escolhia o tempo.
“Eles”,
era como você chamava a gente.
Todos elogiavam o que éramos.
“Não é nada pessoal”, você dizia.
E todas as vezes em que te chamei de minha,
você gritou que isso era possessivo.
Eu te perguntava o porquê disso.
E você...
não sabia qual usar
pra descrever isso.
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Eu te amo tanto
E por isso não te procuro mais
AH! Que falta que me faz
Mas não espere uma ligação minha
Você que decidiu sumir da minha vida
E por mais que doa, nada pode fazer
E por favor, tenha consciência
Não me procure.
Sinto sua falta, mas não posso com isso
Essa sua indecisão acaba comigo
Sempre que eu fico vulnerável pra você
Suas rosas mostram o espinho
E é engraçado como tudo muda
Mas sempre que te vejo, o mundo volta a ser o que é
Não tenha certeza se isso é saudável
Mas é o que é
Sinto falta das nossas conversas intermináveis
E aqueles beijos super longos
Que me faziam suspirar ao me separar de você
Me pergunto se em algum dia
Sentirei por alguém o que eu senti por você
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Me desesperei com o ar gélido da cidade.
No parapeito, olhei pro céu e perguntei a Deus:
— O que eu tô fazendo aqui?
Silêncio.
Talvez a resposta fosse clara...
Mas a noite não me deixava enxergar.
Queria alguém que controlasse essa dor no peito.
Por que eu choro tanto sem motivo?
Será que tem resposta pra isso?
Me cerco de futilidades que não entendo,
preenchendo espaços que continuam vazios.
Queria ser eu —
mas sou ansiedade.
Quero vencer, mas vivo perdendo.
Quero amar, mas sempre me machucam.
E essa culpa toda...
O que eu faço com ela?
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Eu escrevo sobre o amor
Mas não o entendo
Olho pra você e vejo que é mais que um sentimento
Algo tão profundo que não pode ser visto
Apenas ser sentido
Seja minha ruína, me faça cair em suas graças
Eu juro que tenho vontade de te pedir em casamento
em todas as praças
Não ligo se dançamos no meio da rua
Os olhares só me fazem pensar o quão minha alma é sua
Vamos correr na chuva e não ligar para o amanhã
Você é tudo que eu preciso
Seja meu universo e eu serei seu planeta
Não existe nada mais no mundo que eu queira
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