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Fábio

@fabiodapoesia · desde 2024

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Outubro sem doces ou travessuras

A luz que você irá emanar será reconfortante Criará memórias de épocas em que eu era feliz Sem a sua força eu sou um alguém tão distante Somos complementares, você é a lousa e eu um pedaço de giz Já é Halloween e a minha abóbora ainda não foi esculpida O fantasma que quer possuir a minha vida ainda não me assombrou Sou vago na autoestima e ainda nenhum brilho me reestruturou Essa pessoa desaparecida, invoque-se, a nossa noite ainda não acabou Existem coisas em que o desespero não se aplica Em que a sombra do medo treme tanto por estar sozinha Essa angústia fudida de acreditar ser um indivíduo insuficiente Apavora qualquer travessura, o Halloween deixou de ser experiente

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Poema

Desabafar para mim mesmo

Estou cansado. Cansado de achar que eu sou uma pessoa insignificante. Exausto por ser uma inutilidade ambulante. Alguém que nem se quer por um instante, consegue sentir sua energia interior. Eu quero anular a tristeza, apagar essa minha incerteza. Sorrir para sempre, vestir uma máscara ardente. Que sufoca o meu subconsciente. Porque eu quero me punir até me sentir presente, novamente vivo. Eu não sou um alguém insolente, eu posso provar. Olho para o céu todos os dias e me imagino um dia poder voar. Voar para a esperança, isso eu ainda não consegui. A ansiedade me percorre, rotaciona por dentro de mim. Eu quero me libertar e rasgar esse meu medo. De virar pó e tudo que já foi não ser mais o mesmo. Desaparecer na escuridão de meus segredos. Eu tenho medo, medo de sofrer de novo o que já foi intenso. Estou tentando a cada segundo não apertar o gatilho. Escurecer a minha alma, apagar o que me já foi escrito. Não é de suicídio, é de sumiço. Sumir para sempre, entrar de cabeça no abismo. Essa sensação é fama superficial. Eu sei que no fundo eu serei importante. E o futuro que me aguente porque eu serei interessante. Brilharei até o último suspiro, essa não é uma canção do exílio.

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Poema

Celeste

Eu espalho valores fenomenais Degusto sabores nada universais Viajo em minhas ideias de forma sagaz Faço de tudo, mas para ter você, a palavra é clara: jamais Porque, celeste, sua luz é mais forte que quaisquer encantos Você transcede todo o meu saber momentâneo É tão belo que é incapaz de me ver em prantos Seu brilho é eterno, minha dor de não tê-lo é um espanto Sua casa é o fruto de todo esse seu amor, um fenômeno natural Cheia de beleza, sua vivência nesse mundo é desigual Possivelmente alguém igual a ti nunca aparecerá de um outro ovo Eu escovo os fios do arrependimento por nunca poder ver você de novo Celeste, você é celestial em minha vida Consegue espalhar felicidade aonde eu nunca pensei que teria Minha tristeza é notar que sou invisível Alguém que não tem espaço em seu mundinho, um sonho perecível No lugar do meu coração que você acendeu a esperança Ao mesmo tempo surge esse horroroso desespero De não ser notado, invade uma sensação de sofrimento Eu exijo mais, quero ter você só para mim, você inteiro E nessa analogia mágica de astros desejáveis Que só serve para consumir o calor, o momento Percebo que essa paixão é algo passageiro Você para mim já não é mais nada, porém um dia, foi a pólvora mais divina do meu isqueiro

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Depois de tudo de ruim

Depois de toda essa decepção, eu só quero beber Não quero me presentear, quero me machucar Não desejo mais a mim a vontade de sentir, existir Só quero beber, distanciar o medo dentro de mim Eu quero beber para me esquecer De quem eu me tornei, alguém insolente Que não sabe mais lidar com o presente Só sabe se culpar, só sabe se castigar Talvez esse seja meu destino, me sentir alguém sozinho Incapaz de viver por vontade própria Não saber lidar com os próprios desafios Fugir da sobriedade, ser alguém medroso Eu preciso esquecer mais um pouco, beber mais Não é o certo, mas é o que a vida hoje em dia me traz Não sou alguém dramático, sou alguém que sente Alguém que se desespera de tudo, fudido a todo custo Não quero respirar, quero engolir Me sentir alguém leve a cada gole, poder um dia sumir Me punir, me ver um alguém que já foi doce perecer, enlouquecer Mas no fim de tudo, o que eu só desejo é parar de sofrer

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Amor

Dia do orgulho

"E em todo esse mundo preto e branco Plantarei e plantarei, até ficar tudo florido Nessa podre paisagem repleta de espanto Eu não sinto vergonha de ser tão colorido" -fabiodapoesia Feliz dia do orgulho LGBTQIAPN+

Vida

Viva pro mundo

"Sobrecarregue a sua mente e acorde pro mundo, você não é uma máquina, é um ser humano que precisa constantemente viver a melodia dos sentimentos, a orquestra das dores e o solo musical dos prazeres. Permita-se colher as boas notícias e adubar as trevas, para que virem lindos frutos capazes de mudar o ritmo da linda música que é a sua vida." -fabiodapoesia

Só as vezes

As vezes as pessoas que a gente só conversou um pouquinho. Teve uma pequena conexão mental por um breve momento. São as que mais valem a pena de ter conhecido. Mas só as vezes. Essas pessoinhas são, as vezes, só as vezes, as mais profundas conversas de toda a sua vida. Mas só, só as vezes, você sentirá falta dela. Mas só no seu subconsciente, porque você não conversou o suficiente para lembrar dela. Mas, só as vezes, ela te marca de forma permanente, infinitamente, inconscientemente. Obrigado pessoa que eu nunca mais me lembrarei, enterro suas memórias comigo e a minha vontade de um dia te reencontrar. -fabiodapoesia

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Amor

Avoado por ti

Sou tua joia rara do campo E você meu pedregulho carmesim Sou delicado, avoado e colírio raso E você a pedra mais hidratada do jardim Teu carmim me mostra o jeito certo de viver Meu senso de humor faz você enlouquecer Me enlouquece de amor ver você sofrer Sofre de vontade, um dia você irá me ter Mande-me sua localização moço cheio de paixão Eu chego ai rapidinho, louco para ser raptado por ti Diga de 0 a 10 o quanto de mim você quer aqui Faça soluçar meu sentimento, mostre mais do que eu já vi Apague a luz do quarto e dance comigo Vamos rodopiar de felicidade o nosso instinto Depois me passe um cafezinho, com açúcar fino Adoce nosso encontro apocalíptico mais um pouquinho Coloque aquela música estilo fim de tarde Quando a luz da lua induz o seu surgimento É aquela que está no edredon quando tudo arde Aquele que você me cobre quando eu esquento Aflore o meu pensamento que só se trai e mente Vamos conversar sobre o sentido de tudo na vida Poder por horas raciocinar acerca de tudo existente Quero que me use, você merece porque é inteligente E essa angústia de pedir uma verdadeira sensação Só destrói a minha criatividade de saber amar Porque por enquanto eu só me encontro em solidão Mas um dia, Carmesim, você vai conseguir me encontrar

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Lágrimas

A pergunta é "quando?"

Quando eu começarei a viver Quando eu começarei a sentir Quando eu pararei de chorar Quando a minha paranóia sumirá daqui Eu não aguento mais me culpar Eu não consigo mais me alegrar Não sinto mais o prazer de existir Tenho medo de tudo, é o medo de cair Por favor, saia de mim esse sofrimento Por favor, reduza todo esse meu lamento Eu só te peço, invista mais no seu pensamento Não desista de acreditar: "você está bem, não está mais doendo" Não deixe as trevas te derrubar Porque você é forte e vai ressuscitar Não desista de tentar, não chore e enlouqueça Cada dia é uma coisa, não perca a sua cabeça E do fundo do meu coração cheio de lágrimas Alegre-se por ter superado tudo que você já passou Você é inteligente, sabe que sua vida não acabou Você é persistente, aquele pesadelo já terminou Essa dor física e mental é passagem de um ritual Algo muito especial, sinta a brisa, você é especial Não tema algo que da sua mente nunca foi real E, pela última vez, você tá vivo e bem, e isso é fenomenal

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Astuto

Eu me olho por cima da vida Sou astuto, eu sei que sou Não temo a morte, não a conheço Tô bem aqui, ela nunca me procurou Sou cheio de esperanças, prazeres Respiro, intensifico meus poderes Porque nessa sociedade tudo é presente Não dá para nadar no vazio, eu sou inteligente Sou astuto de nascença, de vivências Astuto em poder escrever este poema Eu sei que ele não sabe das minhas sofrências É superficial, não entende meu valor emocional Sou astuto em reconhecer as minhas fraquezas E de tentar, dia após dia, superar uma fortaleza Destruir a sua muralha densa, imensa Imensamente grande essa minha fraqueza Sou astuto de continuar vivendo Nesse mundo cheio de sofrimento Sou "astutamente" gatuno, não tenho medo do escuro Sobrevivo no meio do caos violento, sou sedento de puro movimento Sou astuto por ser um ser humano Me culpo a todo momento, não passo pano Tento fugir dessa ilusão de estar no submundo A sensação de que estou caindo cada vez mais fundo Sou astuto por conseguir me expressar Me livrar do medo, limpar a minha alma Por nunca ter roído o meu dedo, estragado a minha história Sou "astutamente" ansioso, mas de outra forma E o que me define não são os erros e os acertos Muito menos provar ser alguém devidamente perfeito Sou especial por evoluir com cada um dos meus momentos Sou assim, astuto de manter meu tempo aqui algo não apenas passageiro

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