Condenação
Caio, em lágrimas, no chão de madeira, Não grito, não enlouqueço. Aceito a dor, como um mero homem a deixar-se dominar pela tristeza. Apenas aceitarei aquilo que o mundo me trouxe. Não culparei o mundo, A Deus ou às incertezas que o mundo tem. Apenas aceitarei que a dor É uma parte da vida, mas, claro, Tentarei, de qualquer forma, Fazer-me feliz. Mas não lhe prometo coisa alguma, Porque a promessa é a falsa ilusão de um juramento. Termino este poema da melhor forma que poderia escrever. A gente faz mal, de alguma forma, em algum dia, a uma pessoa. A gente não sente a dor. Rimos um dia após o outro, mas, no fim, A dor dela deixa uma marca. E hoje, enfim, sinto uma dor avassaladora. Aceito a condenação do tempo. E direi, feliz, Que um dia pedirei desculpas. E poderei me libertar da condenação Que eu mesmo causei.
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