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Vodzkill.

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Eterno

Viva pelo sonho de um amor eterno ou se perca em uma eternidade de um talvez

Vinícius de Moraes

Logo, estarei escutando aquele álbum! Álbum de Toquinho e Vinícius de Moraes. Ou seja, não me perturbe! É preciso de paz Para escutar um álbum tão maravilhoso.

Medrosos

Quando era criança, diziam-me que os mais medrosos eram os piores. Logo, passei a vida inteira com raiva daqueles medrosos. Mas, em um dia ensolarado, pensei: Não sei quem és, medroso; escuto o mundo, Mas nunca conheço quem eles realmente são. Passei a vida inteira com raiva daqueles; E passei a vida inteira ao lado de quem eu denominava corajoso. Mas, durante toda a minha vida, tive problemas; E quem eu achava corajoso, não me protegia, ou ao menos, me ajudava; E, logo, não posso culpar os medrosos! Protegi aqueles que achava corajosos. Mas nunca, de fato, nunca pensei Que aqueles que eu protegia fossem tão medrosos Quanto aqueles que eu denominava medrosos. Eu os protegia!

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Tristeza

Não lhe direi falácias; farei você ler ou sentir o sentimento que hoje sinto. A tristeza me domina; e eu, como um mero homem, deixo-me dominar. Não lutarei contra a tristeza, pois não tenho a confiança de que vencerei. E, logo, quando penso nisso, percebo: A tristeza me domina. Porque, quando mais preciso enfrentá-la, sinto medo. Agora, perseguirei a felicidade. Mas, no fim deprimente, Caírei na tristeza. Não culparei o mundo, as incertezas ou as pessoas. Aceitarei que, de fato, mereci a tristeza que me contém. Em uma próxima vida, seja ela distante ou próxima, Prometo ser uma pessoa melhor. Não terei medo de enfrentar a tristeza E, por fim, tentarei viver a vida em paz. As lágrimas caem; mas, no fim, é o que me resta.

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Solidão! A dor.

Me sinto só quando estou sozinho, Sinto falta de viver. Mas, logo quando estou acompanhado, Sinto falta de estar só. Sinto, vejo a solidão por aí, Mas, de fato, não quero tê-la. Pois, ao meu lado, quero ter a felicidade. “Quero ser feliz!”, gritava eu, em lágrimas. A solidão me persegue; ela nunca chega até mim. Não me toca, não me grita; Mas chega como uma facada, uma dor avassaladora, Uma dor indelével. Mas, logo, penso: Acreditei tanto na falácia De que a dor nunca chegaria até mim. Que, quando ela chegou, eu estava vulnerável! E, como uma facada pelas costas, ela chegou, me tomou E logo, caí em lágrimas. Essa é a dor. E é triste saber que a sentirei Até o fim da vida que me resta.

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Solução

Mas, se houver qualquer problema, Não me abalarei. Pois, para mim, Tudo tem solução.

Alegria

Se pudesse lhe dizer o que sinto, Te escreveria um livro. Mas, se eu pudesse resumir o que sinto, Te escreveria um poema. As palavras podem mudar, as frases também, Mas o sentimento que prevalece em mim Nunca muda. Logo, serei sincero: Não lhe direi mentiras, não lhe direi falácias... Dói-me, infelizmente, às vezes, ser alegre E saber que a dor virá, em mim, De forma inelutável e emocionalmente devastadora. Por nunca saber lidar com essa dor E disfarçar o que sinto por trás da alegria. Logo, lhe direi: Não quero mais ser alegre! Quero ser feliz.

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Poema

Poemas, são, de fato, palavras bonitas reunidas Mas, são como facadas Ou talvez, um amor verdadeiro. Por isso que eu amo tanto poemas.

Indelével

Exaltei, de qualquer forma, alguém efêmera, mas tento esconder, ou talvez não ligar, para a dor que senti ao perdê-la. Eu queria, de fato, dissolver a dor que sinto, mas logo sei que ela é intangível. E, para mim, infelizmente, indelével. Sou engolido pelo devaneio que vive em minha cabeça. Mas devo me manter consciente. É lastimável saber que não sou tão forte quanto imaginava. Infelizmente, esta é a verdade. A verdade que tanto ignorei, mas que, no fim, é inelutável.

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Condenação

Caio, em lágrimas, no chão de madeira, Não grito, não enlouqueço. Aceito a dor, como um mero homem a deixar-se dominar pela tristeza. Apenas aceitarei aquilo que o mundo me trouxe. Não culparei o mundo, A Deus ou às incertezas que o mundo tem. Apenas aceitarei que a dor É uma parte da vida, mas, claro, Tentarei, de qualquer forma, Fazer-me feliz. Mas não lhe prometo coisa alguma, Porque a promessa é a falsa ilusão de um juramento. Termino este poema da melhor forma que poderia escrever. A gente faz mal, de alguma forma, em algum dia, a uma pessoa. A gente não sente a dor. Rimos um dia após o outro, mas, no fim, A dor dela deixa uma marca. E hoje, enfim, sinto uma dor avassaladora. Aceito a condenação do tempo. E direi, feliz, Que um dia pedirei desculpas. E poderei me libertar da condenação Que eu mesmo causei.

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