Rosas
Está cravado entre o meu peito Os espinhos. A minha pele se rasga em tantas partes Que hoje eu procurei por mim E estava faltando um pedaço. Eles me provocam a dor Assim: Como quem realmente quer me causar estrago. Está cravado entre o meu peito As pétalas. Graças a elas eu saboreio delicadamente Cada ferida que me abre. Eu ainda me deixo ser acariciada pelo toque doído E mesmo assim não quero matá-lo com a mesma garra. E eu ainda amo Assim: Como quem realmente sabe que a vida Nem sempre é um mar de rosas. Eu nunca quis ser flor que se cheire. A minha ambição sempre foi respirar Mesmo que me tirassem o chão. Porque o meu florescer É como um despertar: Nu e cru.
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