Está cravado entre o meu peito
Os espinhos.
A minha pele se rasga em tantas partes
Que hoje eu procurei por mim
E estava faltando um pedaço.
Eles me provocam a dor
Assim:
Como quem realmente quer me causar estrago.
Está cravado entre o meu peito
As pétalas.
Graças a elas eu saboreio delicadamente
Cada ferida que me abre.
Eu ainda me deixo ser acariciada pelo toque doído
E mesmo assim não quero matá-lo com a mesma garra.
E eu ainda amo
Assim:
Como quem realmente sabe que a vida
Nem sempre é um mar de rosas.
Eu nunca quis ser flor que se cheire.
A minha ambição sempre foi respirar
Mesmo que me tirassem o chão.
Porque o meu florescer
É como um despertar:
Nu e cru.
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Estas mãos
Escrevem o reflexo do que nunca será visto.
Não se assuste!
Há um terror em você também.
E estas mãos, livres,
Escrevem a todos nós
Pelas vezes que o coração
Vendou os nossos olhos.
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Trago flores,
Especialmente,
Aos meus caixões.
Trago flores
E as cinzas
São a minha esperança
De viver hoje.
Trago flores
E a fumaça rasga a minha pele
Enquanto as pétalas
Enriquecem a miséria
Que é a beleza.
Trago flores
E as detestos,
Porque são inteiramente
imperfeitas
E ninguém diz.
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Há um obra antiga
Que diz sobre o amor à primeira vista,
O último e o impossível
Em um
S ó .
Formosamente remetida a uma ilusão,
Também diz sobre a eletricidade entre dois corpos
De maneira singela
(Acidentalmente)
Germinando o tal do amor
(Assim, em um instante).
Lida pelos meus sussurros risonhos
Hoje já não acho graça.
Ela deixou de ser
Quando os meus olhos se esbarraram com os teus
(Assim, em um instante)
E eu encontrei-me endividada de paixão.
Que tragédia escrever-lhe que já o amo,
Que serás o meu último amor
E que meu corpo todo se eletriza.
Que tragédia escrever mais uma obra de ilusão.
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A solidão é uma criança.
E às vezes,
Sem ter com quem brincar,
Brincamos sozinhos.
Eu sei amar
Como um pássaro
Preste a dar o seu primeiro voo.
Voe comigo
Ou
Deixe-me aprender só.
Que seja sedenta
Essa incontrolável PAIXÃO por viver
Até que a última gota de SANGUE caia.
Isto me parece PERIGOSO...
Mas não hesitarei em INCENDIAR
Até as mais sensíveis ROSAS VERMELHAS.
Desta vez
Eu irei atropelar os SINAIS.
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Se a eternidade é o tempo do amor
Então me prometa a vida
Após a morte.