Triste de não haver mais jeito
Agora sou estes versos amargos que, serão tristes, como se a saudade-maldosa pudesse tê-la preservado num canto concebido à minha fúria. E minha alma ferir tanto tanto quanto a tristeza de bruma fria nalgum lago onde perdido repousa o meu lirismo vadio. O poema era desajeitado, tão poente, e tão desalmado. Que não convém ser doloroso ao ato, nem ao pranto, ser tão escasso. Então leio, mas deixo ser ao acaso. Fui do verso, logo-logo serei um tanto perverso. Pois tristes estarão os poetas, tristes de não haver mais jeito.
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